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"Ora, viver é cumprir sonhos, esperar notícias"
(Antes de nascer o mundo - Mia Couto)
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ponto e vírgula
Quarta-feira, Julho 01, 2009
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Sexta-feira, Junho 26, 2009
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Surpresa. Tão inesperada quanto desejada, surpresa presa na indefinição entre alegria e não alegria. Felicidade desconfiada. Euforia apreensiva. Dúvidas. Muitas dúvidas na contraditória vontade de voltar no tempo e de, ao mesmo tempo em outro tempo, vê-lo distante. Desejo de uma lembrança enevoada por memórias, anteriores ou posteriores, menos dolorosas. Dor. No frio na barriga, quase dor. Uma dor recordada e quase (re) sentida. Ressentida. (Re) ressentida na surpresa feita ilusão. (Des) surpresa sem surpresa. Tristeza quase não triste na dúvida quase certa de ser melhor não ser o que já foi. Se foi e de novo foi o fim.
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Surpresa. Tão inesperada quanto desejada, surpresa presa na indefinição entre alegria e não alegria. Felicidade desconfiada. Euforia apreensiva. Dúvidas. Muitas dúvidas na contraditória vontade de voltar no tempo e de, ao mesmo tempo em outro tempo, vê-lo distante. Desejo de uma lembrança enevoada por memórias, anteriores ou posteriores, menos dolorosas. Dor. No frio na barriga, quase dor. Uma dor recordada e quase (re) sentida. Ressentida. (Re) ressentida na surpresa feita ilusão. (Des) surpresa sem surpresa. Tristeza quase não triste na dúvida quase certa de ser melhor não ser o que já foi. Se foi e de novo foi o fim.
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Quarta-feira, Maio 06, 2009
Domingo, Maio 03, 2009
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"Começa, e vai, se envolve, e sonha, e cai,
e chora, e sofre (e como), não para,
vai em frente, acredita, não recua, representa,
e dança, e pula, se diverte, desaba, que agonia,
não desiste, se levanta, recomeça,
olha o riso, se aventura, não adianta,
se entristece, se arrepia, se emociona,
e, de repente,
sem aviso,
é o fim,
e acaba tudo.
(...)
Nunca mais vou me apaixonar na vida.
Mas posso mudar de idéia."
(Adriana Falcão)
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"Começa, e vai, se envolve, e sonha, e cai,
e chora, e sofre (e como), não para,
vai em frente, acredita, não recua, representa,
e dança, e pula, se diverte, desaba, que agonia,
não desiste, se levanta, recomeça,
olha o riso, se aventura, não adianta,
se entristece, se arrepia, se emociona,
e, de repente,
sem aviso,
é o fim,
e acaba tudo.
(...)
Nunca mais vou me apaixonar na vida.
Mas posso mudar de idéia."
(Adriana Falcão)
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Quinta-feira, Abril 30, 2009
Olhos no passado
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Foram os olhos. Não exatamente a cor, não exatamente a forma. Foi a combinação da etérea semelhança daqueles olhos que fizeram, por rápidos instantes, interromper e imediatamente acelerar o ritmo do meu corpo. Respiração, circulação, batimentos cardíacos. Talvez tudo isso, talvez nada disso. Emoção. Prazer e tensão de lembrar um olhar. Outros olhos resgatados da memória por aqueles revelados em um breve relance. Um meio movimento de um rosto que fez o meu se voltar para o mar. Sobre a água, uma névoa suave que não me permitia ver, mas não me impedia de enxergar além da baía. Veio de lá a presença recordada que me acompanhou até a chuva no fim do dia. Choveu no fim e isto basta.
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Foram os olhos. Não exatamente a cor, não exatamente a forma. Foi a combinação da etérea semelhança daqueles olhos que fizeram, por rápidos instantes, interromper e imediatamente acelerar o ritmo do meu corpo. Respiração, circulação, batimentos cardíacos. Talvez tudo isso, talvez nada disso. Emoção. Prazer e tensão de lembrar um olhar. Outros olhos resgatados da memória por aqueles revelados em um breve relance. Um meio movimento de um rosto que fez o meu se voltar para o mar. Sobre a água, uma névoa suave que não me permitia ver, mas não me impedia de enxergar além da baía. Veio de lá a presença recordada que me acompanhou até a chuva no fim do dia. Choveu no fim e isto basta.
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Terça-feira, Abril 28, 2009
Gente
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Há um tempo, quase um longo tempo, trabalhei por um tempo, também quase longo, em uma revista de negócios. Escrevia sobre produtos para empresários que, por detrás de suas gravatas, reais ou figuradas, eram quase produtos. Negócios. Coisas. Escrevia sobre temas concretos demais para se aproximarem de mim. Tive, então, naquele tempo que já faz tempo, a idéia de uma seção que falasse de... Gente.
Minha sugestão, aceita pela editora da revista, era afastar um pouco as gravatas e como quem olha por uma fresta da porta, ver as pessoas por além dos empresários. Os seriam as pessoas antes dos empresários? De uma forma ou de outra, encontrei. Pessoas muito bem sucedidas na função de... Pessoas. Histórias interessantes que renderam, durante alguns anos, pelo menos uma página por mês com um título óbvio: Gente.
Pois estes anos passaram e o tempo que veio depois me trouxe, por outros caminhos, até aqui. No trabalho de agora o que não faltam são histórias de gente. Pessoas que, se usam, não se escondem por trás de nada semelhante às gravatas dos executivos de outrora. Ah, quantas boas e inspiradoras histórias... Poderiam ser grafadas História como aquela que também está presente no meu trabalho. Mas, com trocadilho mesmo, esta é outra história.
Voltando às histórias de pessoas que não sou eu, esta foi uma semana especialmente interessante. Comecei com as guerreiras Mães de Maio e Mães de Acari que, em tempos e locais distintos enfrentaram a dor lutando por justiça. Ainda neste universo maternal, li o relato franco e direto de uma que, ao engravidar com 17 anos, viu a vida tomar um atalho desconhecido. Já o desvio da rota padrão foi a opção da mulher que, escolheu viver maternidade sem gravidez. Mesmo podendo geral um filho biológico, a escolha dela foi pela adoção.
Já o caminho do jovem estudante que participou com outros 34 de Programa Jovem Embaixador está sendo formando, conquistado, a cada novo, e nem sempre fácil, passo que ele dá. Aluno da rede pública de ensino, foi selecionado pelo programa da Embaixada Americana no Brasil. Passou três semanas nos Estados Unidos e, no clima da eleição de Obama – ele assistiu lá a posse do novo e festejado presidente –, descobriu que, sim, ele também pode.
Agora universitário – está no primeiro período do curso de Matemática de uma universidade federal e no segundo semestre começa o curso de Engenharia em uma universidade estadual –, ele ainda cursa o ultimo período de um curso técnico e no meio do ano embarca novamente para os Estados Unidos. Ganhou uma bolsa para um curso de férias de Inglês. Como há tempos percebi, com gente que a gente aprende a ser gente.
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Há um tempo, quase um longo tempo, trabalhei por um tempo, também quase longo, em uma revista de negócios. Escrevia sobre produtos para empresários que, por detrás de suas gravatas, reais ou figuradas, eram quase produtos. Negócios. Coisas. Escrevia sobre temas concretos demais para se aproximarem de mim. Tive, então, naquele tempo que já faz tempo, a idéia de uma seção que falasse de... Gente.
Minha sugestão, aceita pela editora da revista, era afastar um pouco as gravatas e como quem olha por uma fresta da porta, ver as pessoas por além dos empresários. Os seriam as pessoas antes dos empresários? De uma forma ou de outra, encontrei. Pessoas muito bem sucedidas na função de... Pessoas. Histórias interessantes que renderam, durante alguns anos, pelo menos uma página por mês com um título óbvio: Gente.
Pois estes anos passaram e o tempo que veio depois me trouxe, por outros caminhos, até aqui. No trabalho de agora o que não faltam são histórias de gente. Pessoas que, se usam, não se escondem por trás de nada semelhante às gravatas dos executivos de outrora. Ah, quantas boas e inspiradoras histórias... Poderiam ser grafadas História como aquela que também está presente no meu trabalho. Mas, com trocadilho mesmo, esta é outra história.
Voltando às histórias de pessoas que não sou eu, esta foi uma semana especialmente interessante. Comecei com as guerreiras Mães de Maio e Mães de Acari que, em tempos e locais distintos enfrentaram a dor lutando por justiça. Ainda neste universo maternal, li o relato franco e direto de uma que, ao engravidar com 17 anos, viu a vida tomar um atalho desconhecido. Já o desvio da rota padrão foi a opção da mulher que, escolheu viver maternidade sem gravidez. Mesmo podendo geral um filho biológico, a escolha dela foi pela adoção.
Já o caminho do jovem estudante que participou com outros 34 de Programa Jovem Embaixador está sendo formando, conquistado, a cada novo, e nem sempre fácil, passo que ele dá. Aluno da rede pública de ensino, foi selecionado pelo programa da Embaixada Americana no Brasil. Passou três semanas nos Estados Unidos e, no clima da eleição de Obama – ele assistiu lá a posse do novo e festejado presidente –, descobriu que, sim, ele também pode.
Agora universitário – está no primeiro período do curso de Matemática de uma universidade federal e no segundo semestre começa o curso de Engenharia em uma universidade estadual –, ele ainda cursa o ultimo período de um curso técnico e no meio do ano embarca novamente para os Estados Unidos. Ganhou uma bolsa para um curso de férias de Inglês. Como há tempos percebi, com gente que a gente aprende a ser gente.
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Domingo, Abril 19, 2009
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"Os contos de fadas são assim.
Uma manhã, a gente acorda
E diz: 'Era só um conto de fadas...'
E a gente sorri de si mesma.
Mas, no fundo, não estamos sorrindo.
Sabemos muito bem que os contos de fadas
são a única verdade da vida."
(Antoine de Saint-Exupéry)
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"Os contos de fadas são assim.
Uma manhã, a gente acorda
E diz: 'Era só um conto de fadas...'
E a gente sorri de si mesma.
Mas, no fundo, não estamos sorrindo.
Sabemos muito bem que os contos de fadas
são a única verdade da vida."
(Antoine de Saint-Exupéry)
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Sexta-feira, Março 27, 2009
Qual era mesmo o título?
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Rio de Janeiro, 27 de março de 2009. A data poderia ser apenas uma data se, ao escrevê-la eu não tivesse hesitado mais de uma vez. Primeiro foi o mês, hesitação rápida. Mais longa foi a incerteza quanto ao ano, que me fez quase que escrever 1900 e alguma coisa não definida porque antes dele relembrar já ter ultrapassado o ano 2000. Há quase uma década...
Será idade? Será cansaço? Talvez loucura... Outro dia não foi a data, mas os meus próprios passos que me confundiram. Havia saído no meio da tarde para comprar um lanche e, na volta, passei pelo portão da casa, o segurança o abriu para mim, mas continuei andando. Sabe-se lá para onde eu pretendia ir. Voltei.
No dia do Metrô sei exatamente o que queria: passar pela roleta e descer até a plataforma de embarque e desembarque. Encostei o cartão naquela máquina que debita o valor da passagem e avisa: “passe”. Sem olhar para me certificar se poderia mesmo passar, passei. Ou tentei passar... A roleta não destravou e quem primeiro percebeu isso foi minha barriga. Ai!
O último destes episódios, que têm se tornado cada vez mais freqüentes, aconteceu hoje. Considerando a hipótese do cansaço como causa de tanta distração, comprei umas destas vitaminas efervescentes. Peguei um copo, coloquei a água e na hora do remédio, quase que o jogo em um copo de Coca-Cola que também estava na mesa.
Talvez a mistura de Coca-Cola e Vitamina C me trouxesse de volta à Terra... Mas como mesmo que a mistura tivesse sido feita eu não conseguiria tomá-la, aguardem. Em breve novos e divertidos (?) episódios. Direto do mundo da lua!
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Rio de Janeiro, 27 de março de 2009. A data poderia ser apenas uma data se, ao escrevê-la eu não tivesse hesitado mais de uma vez. Primeiro foi o mês, hesitação rápida. Mais longa foi a incerteza quanto ao ano, que me fez quase que escrever 1900 e alguma coisa não definida porque antes dele relembrar já ter ultrapassado o ano 2000. Há quase uma década...
Será idade? Será cansaço? Talvez loucura... Outro dia não foi a data, mas os meus próprios passos que me confundiram. Havia saído no meio da tarde para comprar um lanche e, na volta, passei pelo portão da casa, o segurança o abriu para mim, mas continuei andando. Sabe-se lá para onde eu pretendia ir. Voltei.
No dia do Metrô sei exatamente o que queria: passar pela roleta e descer até a plataforma de embarque e desembarque. Encostei o cartão naquela máquina que debita o valor da passagem e avisa: “passe”. Sem olhar para me certificar se poderia mesmo passar, passei. Ou tentei passar... A roleta não destravou e quem primeiro percebeu isso foi minha barriga. Ai!
O último destes episódios, que têm se tornado cada vez mais freqüentes, aconteceu hoje. Considerando a hipótese do cansaço como causa de tanta distração, comprei umas destas vitaminas efervescentes. Peguei um copo, coloquei a água e na hora do remédio, quase que o jogo em um copo de Coca-Cola que também estava na mesa.
Talvez a mistura de Coca-Cola e Vitamina C me trouxesse de volta à Terra... Mas como mesmo que a mistura tivesse sido feita eu não conseguiria tomá-la, aguardem. Em breve novos e divertidos (?) episódios. Direto do mundo da lua!
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Terça-feira, Março 24, 2009
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"Uma borboleta amarela?
Ou uma folha seca
Que se desprendeu e não quis tombar?"
(Mario Quintana)
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"Uma borboleta amarela?
Ou uma folha seca
Que se desprendeu e não quis tombar?"
(Mario Quintana)
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Sexta-feira, Março 20, 2009
Outono
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Dizem que começou o outono. Acredito, como acredito todos os anos, e espero, como espero todos os anos, pelas folhas caindo no chão. Não sinto e nem vejo, mas acredito. Mesmo com o vento ainda quente do verão, requento a crença esperançosa de uma nova estação. Mas olho para as árvores e não se soltam dos galhos as folhas. Não se voam de mim as lembranças de outras estações. O vento leva disfarces e desencobre meus galhos. Desnudos, eles expõem a saudade minha que volta na melancólica sexta-feira do outono que está chegando. Se chegar, quando chegar, pode ser que leve para longe minhas folhas amarelas. Acredito e espero porque, dizem, começou hoje uma outra estação.
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Dizem que começou o outono. Acredito, como acredito todos os anos, e espero, como espero todos os anos, pelas folhas caindo no chão. Não sinto e nem vejo, mas acredito. Mesmo com o vento ainda quente do verão, requento a crença esperançosa de uma nova estação. Mas olho para as árvores e não se soltam dos galhos as folhas. Não se voam de mim as lembranças de outras estações. O vento leva disfarces e desencobre meus galhos. Desnudos, eles expõem a saudade minha que volta na melancólica sexta-feira do outono que está chegando. Se chegar, quando chegar, pode ser que leve para longe minhas folhas amarelas. Acredito e espero porque, dizem, começou hoje uma outra estação.
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Segunda-feira, Fevereiro 16, 2009
Por aí
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Falta pouco para completar um mês no trabalho atual. Depois de um ano como assessora de imprensa, tirei dois meses de férias e voltei à ativa em outra função. Fui contratada para produzir conteúdo para portais de educação e, principalmente, para um portal e um blog sobre a dengue. Sim, isso mesmo, a doença que todo verão assusta o Rio de Janeiro.
Com a experiência que já tive produzindo conteúdo, um pouco para internet e muito para veículos impressos segmentados, pressenti uma rotina de escritório e ar condicionado. Pressentimento errado, eu logo percebi. Aliás, percebemos todos. Há duas semanas foi criada uma pesquisa no blog da agência com a pergunta: onde deve ser a próxima pauta da Roberta?
Em menos de um mês de trabalho eu já fui longe, geograficamente falando. Logo os primeiros passos me levaram ao Piscinão de Ramos. Foi lá, sob sol forte e calor intenso que passei o primeiro domingo depois das férias prolongadas. Bloco em uma mão, câmera em outra e a caneta... Onde está a caneta?
Entre as idas e voltas diárias da Urca, onde fica o escritório, passei uma tarde no Cachambi. Com bloco e câmera em mãos e a caneta, desta vez devidamente guardada no bolso, pude assistir a uma apresentação exclusiva da bateria da escola de samba Unidos do Cabral. Fevereiro e carnaval, tudo a ver! Falta o que mais? Futebol!
Mais um fim de semana, mais um destino. Domingo, eu fui ao Maracanã. Mas não uma ida como outra qualquer. Antes da arquibancada, das torcidas organizadas e do clássico do Campeonato Carioca, coloquei o meu pé no gramado. Momento pessoal histórico devidamente registrado. A câmera estava mesmo à mão...
Mas como nem só de Maracanã são feitos os domingos e como de múltiplos destinos é feita a minha não rotina, na semana seguinte foi a vez da praia de Ipanema. Se atrás do trio elétrico só não vai quem já morreu, tive que estar atrás, na frente, em cima, do lado... Vendo e registrando todos os ângulos do desfile do AfroReggae.
Muitas fotos e alguns quilômetros depois, eu estou, ao menos até o próximo fim de semana, de volta à bucólica Urca. De volta também à pergunta do blog: onde será a próxima pauta? Desconfio que a pesquisa foi uma piada... Acho graça porque eles parecem mais surpresos do que eu, mas, para mim, as andanças são, na verdade, histórias para contar. Por contar...
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Falta pouco para completar um mês no trabalho atual. Depois de um ano como assessora de imprensa, tirei dois meses de férias e voltei à ativa em outra função. Fui contratada para produzir conteúdo para portais de educação e, principalmente, para um portal e um blog sobre a dengue. Sim, isso mesmo, a doença que todo verão assusta o Rio de Janeiro.
Com a experiência que já tive produzindo conteúdo, um pouco para internet e muito para veículos impressos segmentados, pressenti uma rotina de escritório e ar condicionado. Pressentimento errado, eu logo percebi. Aliás, percebemos todos. Há duas semanas foi criada uma pesquisa no blog da agência com a pergunta: onde deve ser a próxima pauta da Roberta?
Em menos de um mês de trabalho eu já fui longe, geograficamente falando. Logo os primeiros passos me levaram ao Piscinão de Ramos. Foi lá, sob sol forte e calor intenso que passei o primeiro domingo depois das férias prolongadas. Bloco em uma mão, câmera em outra e a caneta... Onde está a caneta?
Entre as idas e voltas diárias da Urca, onde fica o escritório, passei uma tarde no Cachambi. Com bloco e câmera em mãos e a caneta, desta vez devidamente guardada no bolso, pude assistir a uma apresentação exclusiva da bateria da escola de samba Unidos do Cabral. Fevereiro e carnaval, tudo a ver! Falta o que mais? Futebol!
Mais um fim de semana, mais um destino. Domingo, eu fui ao Maracanã. Mas não uma ida como outra qualquer. Antes da arquibancada, das torcidas organizadas e do clássico do Campeonato Carioca, coloquei o meu pé no gramado. Momento pessoal histórico devidamente registrado. A câmera estava mesmo à mão...
Mas como nem só de Maracanã são feitos os domingos e como de múltiplos destinos é feita a minha não rotina, na semana seguinte foi a vez da praia de Ipanema. Se atrás do trio elétrico só não vai quem já morreu, tive que estar atrás, na frente, em cima, do lado... Vendo e registrando todos os ângulos do desfile do AfroReggae.
Muitas fotos e alguns quilômetros depois, eu estou, ao menos até o próximo fim de semana, de volta à bucólica Urca. De volta também à pergunta do blog: onde será a próxima pauta? Desconfio que a pesquisa foi uma piada... Acho graça porque eles parecem mais surpresos do que eu, mas, para mim, as andanças são, na verdade, histórias para contar. Por contar...
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Sexta-feira, Fevereiro 06, 2009
Onde o carnaval é mais carnaval
Eles foram chegando aos poucos. Com o calor da tarde de verão, passaram antes em casa, tomaram banho, se perfumaram e causaram uma certa inveja em mim, que desde cedo na rua tinha praticamente atravessado a cidade para fazer uma entrevista. Eram meninos - uns mais, outros menos velhos, mas todos meninos - integrantes da bateria. Todos convocados para fazer uma apresentação para... mim. Se os primeiros acordes de uma bateria de escola já são capazes de contagiar o menos carioca dos corações, o que dizer de uma apresentação inteira para alguém de coração carioquérrimo? Especial é pouco.
Fui à quadra do Grêmio Recreativo Escola de Samba Unidos do Cabral para fazer uma matéria para um portal que traz dicas e informações sobre a dengue. A azul, vermelho e branco do bairro do Cachambi fala da doença no enredo deste ano. Na quadra modesta que fica no alto de uma ladeira, nada lembra a indústria do luxo em que se tranformou o Carnaval das escolas do Grupo Especial. Programa para turista ver? Esquece! Na Unidos do Cabral o Carnaval é fiel a sua essência e origem, tão alegre quanto popular.
São as pessoas da comunidade que ocupam a quadra. Vindas dos trabalhos e das escolas, elas trabalham muito, mas com prazer. Ali, ninguém se importa que o resultado de tanto trabalho não possa ser visto na Sapucaí – como a escola está no grupo Rio de Janeiro 2, desfila na Intendente Magalhães, no subúrbio da cidade. Ainda! O desejo e o objetivo declarados pelo presidente da Unidos do Crabal é chegar à Passarela do Samba. "Vamos ser campeões este ano e no próximo estaremos lá desfilando", prevê Magrão.
Enquanto o carnaval não chega, todos trabalham. Alguns afinam os instrumentos, outros cortam moldes de fantasia, crianças correm, ainda sem saber, mas já seduzidas pelo carnaval que, para toda a comunidade, começa muito antes de fevereiro. O samba enredo toca, no volume máximo, em um pequeno aparelho de som. A gravação é interrompida para os meninos tocarem com o coração. Mesmo sem holofotes, mesmo sem plateia, eles sorriem. Tocam e sorriem para que eu os fotografe e, a cada clique, lamento não ter som as imagens registradas.
Fui à quadra do Grêmio Recreativo Escola de Samba Unidos do Cabral para fazer uma matéria para um portal que traz dicas e informações sobre a dengue. A azul, vermelho e branco do bairro do Cachambi fala da doença no enredo deste ano. Na quadra modesta que fica no alto de uma ladeira, nada lembra a indústria do luxo em que se tranformou o Carnaval das escolas do Grupo Especial. Programa para turista ver? Esquece! Na Unidos do Cabral o Carnaval é fiel a sua essência e origem, tão alegre quanto popular.
São as pessoas da comunidade que ocupam a quadra. Vindas dos trabalhos e das escolas, elas trabalham muito, mas com prazer. Ali, ninguém se importa que o resultado de tanto trabalho não possa ser visto na Sapucaí – como a escola está no grupo Rio de Janeiro 2, desfila na Intendente Magalhães, no subúrbio da cidade. Ainda! O desejo e o objetivo declarados pelo presidente da Unidos do Crabal é chegar à Passarela do Samba. "Vamos ser campeões este ano e no próximo estaremos lá desfilando", prevê Magrão.
Enquanto o carnaval não chega, todos trabalham. Alguns afinam os instrumentos, outros cortam moldes de fantasia, crianças correm, ainda sem saber, mas já seduzidas pelo carnaval que, para toda a comunidade, começa muito antes de fevereiro. O samba enredo toca, no volume máximo, em um pequeno aparelho de som. A gravação é interrompida para os meninos tocarem com o coração. Mesmo sem holofotes, mesmo sem plateia, eles sorriem. Tocam e sorriem para que eu os fotografe e, a cada clique, lamento não ter som as imagens registradas.
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Sexta-feira, Janeiro 16, 2009
Ato ou efeito de lembrar
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Em um pouco de ar que se movimenta, mas não se faz vento; em uma meia nota soa sem fazer música, a lembrança. Saudade com aroma saboroso e gosto perfumado. Memória que sem estar em nenhuma paisagem, está em todas. Você nos olhos que olham sem ver. Você, além de todos os sentidos, no sentir. No constante lembrar, sem motivo ou razão, a falta de você.
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Em um pouco de ar que se movimenta, mas não se faz vento; em uma meia nota soa sem fazer música, a lembrança. Saudade com aroma saboroso e gosto perfumado. Memória que sem estar em nenhuma paisagem, está em todas. Você nos olhos que olham sem ver. Você, além de todos os sentidos, no sentir. No constante lembrar, sem motivo ou razão, a falta de você.
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Quarta-feira, Dezembro 31, 2008
Esperança
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"Lá bem no alto do décimo segundo andar do Ano
Vive uma louca chamada Esperança
E ela pensa que quando todas as sirenas
Todas as buzinas
Todos os reco-recos tocarem
Atira-se
E— ó delicioso vôo!
Ela será encontrada miraculosamente incólume na calçada,
Outra vez criança...
E em torno dela indagará o povo:
— Como é teu nome, meninazinha de olhos verdes?
E ela lhes dirá
(É preciso dizer-lhes tudo de novo!)
Ela lhes dirá bem devagarinho, para que não esqueçam:
— O meu nome é ES-PE-RAN-ÇA..."
(Mario Quintana)
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"Lá bem no alto do décimo segundo andar do Ano
Vive uma louca chamada Esperança
E ela pensa que quando todas as sirenas
Todas as buzinas
Todos os reco-recos tocarem
Atira-se
E— ó delicioso vôo!
Ela será encontrada miraculosamente incólume na calçada,
Outra vez criança...
E em torno dela indagará o povo:
— Como é teu nome, meninazinha de olhos verdes?
E ela lhes dirá
(É preciso dizer-lhes tudo de novo!)
Ela lhes dirá bem devagarinho, para que não esqueçam:
— O meu nome é ES-PE-RAN-ÇA..."
(Mario Quintana)
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Sábado, Dezembro 27, 2008
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“... esse cansaço era uma pequena mentira misturada a um pouco de felicidade. Então me resignava a esperar as palavras que me viriam daquele mundo quase mudo, de costas para mim, deslizando com o esforço de minhas mãos doloridas. (...) Minha tristeza era preguiçosa, mas eu vivia na minha imaginação com o orgulho do poeta incompreendido. (...) Eu estava destinado a só me encontrar com uma parte das pessoas e, além disso, por pouco tempo, como se fosse um viajante distraído que também não soubesse para onde ia...”
(Felisberto Hernández - A Casa Inundada)
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“... esse cansaço era uma pequena mentira misturada a um pouco de felicidade. Então me resignava a esperar as palavras que me viriam daquele mundo quase mudo, de costas para mim, deslizando com o esforço de minhas mãos doloridas. (...) Minha tristeza era preguiçosa, mas eu vivia na minha imaginação com o orgulho do poeta incompreendido. (...) Eu estava destinado a só me encontrar com uma parte das pessoas e, além disso, por pouco tempo, como se fosse um viajante distraído que também não soubesse para onde ia...”
(Felisberto Hernández - A Casa Inundada)
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Sexta-feira, Dezembro 26, 2008
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Sonhei um longo sonho com você. Difícil reencontro que me fez acordar nublada como a manhã daquela sexta-feira. Sexta-feira, dia que não deveria amanhecer nublado. Amor, sentimento que não deveria encobrir. Encobriu a mim na sexta-feira em que lágrimas e chuva despertaram o que em mim nunca adormeceu.
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Sonhei um longo sonho com você. Difícil reencontro que me fez acordar nublada como a manhã daquela sexta-feira. Sexta-feira, dia que não deveria amanhecer nublado. Amor, sentimento que não deveria encobrir. Encobriu a mim na sexta-feira em que lágrimas e chuva despertaram o que em mim nunca adormeceu.
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Domingo, Dezembro 14, 2008
Chuva de domingos
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Como hoje, era domingo. Naquele domingo, como no de hoje, nuvens também encobriam o céu. Mas a chuva daquele dia, se caiu, não foi com a de hoje. Hoje choveria mesmo sem nuvens porque, hoje, elas não estão apenas no céu. Estão na taça de vinho sem par. Estão nas músicas que me fazem acompanhia, as mesmas músicas que nos acompanharam naquele domingo distante de agora. Eu tento seguir sozinha os passos da dança que desejamos dançar juntos no dia em que ainda poderíamos dançar juntos. Não dançamos e chove, hoje, todos os domingos em que não poderemos mais dançar. Choverá mesmo quando for azul o céu de domingo. Como hoje, era domingo, mas não era um domingo como o de hoje.
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Como hoje, era domingo. Naquele domingo, como no de hoje, nuvens também encobriam o céu. Mas a chuva daquele dia, se caiu, não foi com a de hoje. Hoje choveria mesmo sem nuvens porque, hoje, elas não estão apenas no céu. Estão na taça de vinho sem par. Estão nas músicas que me fazem acompanhia, as mesmas músicas que nos acompanharam naquele domingo distante de agora. Eu tento seguir sozinha os passos da dança que desejamos dançar juntos no dia em que ainda poderíamos dançar juntos. Não dançamos e chove, hoje, todos os domingos em que não poderemos mais dançar. Choverá mesmo quando for azul o céu de domingo. Como hoje, era domingo, mas não era um domingo como o de hoje.
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Sábado, Dezembro 13, 2008
Em busca de uma idéia adormecida
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Há muito tempo repito para mim mesma que devo dormir com um caderno ou um gravador ao lado da cama. O objetivo não é, embora pudesse ser também, seguir o que dizia Jung, e registrar os sonhos. Trata-se de ter como guardar as idéias que surgem naqueles momentos de semiconsciência que precedem o sono ou dividem os sonhos. Idéias sempre boas, as melhores, perdidas antes do total despertar.
Como repito mas não faço, tenho passado as últimas semanas em busca de uma idéia que, sei e isto é apenas o que sei, seria o ponto de partida de um excelente texto. Assunto, tema, tom... Já tentei associar a ela sentimentos ou pessoas, lembrar algo dela capaz de estimular minha memória. Mas minha memória parece que não acordou junto comigo. Recordo de tê-la organizado em duas ou três frases inspiradas, também perdidas no meio de uma madrugada de insônia parcial.
Recordo, e isso é o mais cruel, de ter pensado em escrevê-la no caderno branco de todas as minhas variedades. Tivesse escrito... Mas sucumbi à preguiça e ao sono, acreditando demasiadamente na minha imprevisível memória. Tão imprevisível, que a recordação da construção de duas ou três frases brilhantes – a dificuldade torna o objeto do desejo ainda mais especial – veio alguns dias depois, quando eu iniciava uma disputa com a minha própria criatividade.
Diante da tela branca pressenti a presença de tal boa idéia. Ela se dissipou e eu agora, como os cronistas que sempre terminam escrevendo sobre a não crônica, falo da ausência dela. Talvez não a reconheça se a encontrar de novo em algum produtivo estado de semiconsciência, mas, a partir de agora, prometo registrar todas. Já cumprir a promessa... Sobre isso prefiro não dizer nada.
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Há muito tempo repito para mim mesma que devo dormir com um caderno ou um gravador ao lado da cama. O objetivo não é, embora pudesse ser também, seguir o que dizia Jung, e registrar os sonhos. Trata-se de ter como guardar as idéias que surgem naqueles momentos de semiconsciência que precedem o sono ou dividem os sonhos. Idéias sempre boas, as melhores, perdidas antes do total despertar.
Como repito mas não faço, tenho passado as últimas semanas em busca de uma idéia que, sei e isto é apenas o que sei, seria o ponto de partida de um excelente texto. Assunto, tema, tom... Já tentei associar a ela sentimentos ou pessoas, lembrar algo dela capaz de estimular minha memória. Mas minha memória parece que não acordou junto comigo. Recordo de tê-la organizado em duas ou três frases inspiradas, também perdidas no meio de uma madrugada de insônia parcial.
Recordo, e isso é o mais cruel, de ter pensado em escrevê-la no caderno branco de todas as minhas variedades. Tivesse escrito... Mas sucumbi à preguiça e ao sono, acreditando demasiadamente na minha imprevisível memória. Tão imprevisível, que a recordação da construção de duas ou três frases brilhantes – a dificuldade torna o objeto do desejo ainda mais especial – veio alguns dias depois, quando eu iniciava uma disputa com a minha própria criatividade.
Diante da tela branca pressenti a presença de tal boa idéia. Ela se dissipou e eu agora, como os cronistas que sempre terminam escrevendo sobre a não crônica, falo da ausência dela. Talvez não a reconheça se a encontrar de novo em algum produtivo estado de semiconsciência, mas, a partir de agora, prometo registrar todas. Já cumprir a promessa... Sobre isso prefiro não dizer nada.
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Segunda-feira, Dezembro 08, 2008
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“Havia tanto tempo perdido em você, você era de tal maneira o molde do que poderia ter sido sob outras estrelas... e era nisso que eu me enganava, deixando-me cair no imbecil orgulho do intelectual que se considera equipado para entender...”
(Julio Cortazar – O Jogo da Amarelinha)
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“Havia tanto tempo perdido em você, você era de tal maneira o molde do que poderia ter sido sob outras estrelas... e era nisso que eu me enganava, deixando-me cair no imbecil orgulho do intelectual que se considera equipado para entender...”
(Julio Cortazar – O Jogo da Amarelinha)
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