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Considerações parciais de um ano que ainda nem tem dois meses completos

Se eu mantiver a média de fotos feitas, recebidas e salvas, em dezembro serão bem mais que 20 mil imagens

Minha versão 2018 é mais sincera do que nunca

E tá adorando fazer foto de si mesma. Selfie, autoestima, exibicionismo? Chame como quiser quando vir uma foto (mais uma?) minha nas redes sociais

A mudança começou antes e ainda vai muito além

2018 será testemunha
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Nós. Pensei

A carta do tarô disse para não exigir dos outros o que não consigo fazer.
Pensei logo em coerência e clareza de sentimentos, em coragem.
Pensei logo em você.
Em mim.
Em nós.
Pensei que somos os dois confusos, reticentes, medrosos.
Como somos...
Somos estranhamente e imperfeitamente parecidos.
Aí, como não pensar que, afinal, combinamos.
Nós dois juntos, ah, nós dois juntos...
Pensei que o tarô poderia ter me dito que no final nós dois estaríamos juntos.
Estranhamente e imperfeitamente combinados nesta confusão que é relacionar-se.
Relacionarmos.
Nós.
Será que não podemos nós dizer ao tarô?
Pensei.

O tempo de germinar. Ou não...

Não sou jardineira profissional. Nem amadora com vastos conhecimentos sou. Sou curiosa, gosto de mexer na terra e descobri, há pouco, que isso me acalma, me serena, me faz bem e, sinceramente, acho que algum jeito para isso eu tenho. Sem conhecimento, por instinto e com muitas tentativas, mas, talvez, porque faço com o amor.

E tal qual no amor, às vezes dá certo, às vezes não dá. As sementes de romã que plantei há um ano, por exemplo, germinaram, cresceram e hoje têm mais de um metro. Mas já teve semente que veio em um vaso decorativo e que, teoricamente, seria fácil para todo mundo plantar, que simplesmente não nasceram.

Acho que não é só comigo, jardineira bem intencionada, mas sem muitos conhecimentos. Acho que mesmo com os jardineiros profissionais, mesmo com carinho e cuidado, mesmo com adubo e luz, nem sempre brota, nem sempre desenvolve, nem sempre cresce. É a natureza. É a vida também quando diz respeito a nós, bicho gente.

Mas como saber quais as sementes, de plantas e de sen…

Se quisesse

Nem tentar você quis...

Quisesse, eu ficaria diante do espelho (ou como espelho) com você para nos descobrirmos e nos reconhecermos especiais.

Quisesse, eu mergulharia com você até que a série de ondas ruins passasse. Até que o coração serenasse e os sentimentos clareassem. Até o sol depois da chuva.

Quisesse, poderia ter tido depois. Teria depois. Ou não. Mas, quisesse, nós poderíamos tentar.

Mas... Nem tentar.

Uma mulher e fim

Como outra qualquer, era uma mulher só como ela, única. Uma mulher que talvez ele, a considerando tão especial, julgasse der demais, ser mais, estar além do que ele julgava ser capaz de ter, de ser. Que era mais, que estava além, que se aproximava dela, mas não percebia.

Ela, aquela mulher que adoraria estar com alguém como ele. Alguém que pudesse olhar nos olhos, compartilhar, dividir e trocar experiências, vivências, conhecimentos e sentimentos. Alguém para estar em um mesmo plano, para olhar e se ver de um mesmo lugar, em mesmo nível.

Era uma mulher com uma profissão, com bagagem de vida que incluía experiências, livros, ganhos, viagens, perdas... Uma mulher que pagava suas contas. Que, mesmo que não conseguisse pagar um aluguel para viver sozinha, era uma mulher independente. Livre.

Uma mulher que se não está confortável, pede um táxi, pega uma carona, corre no meio da noite se preciso for e vai embora. Uma mulher que não fica por necessidade ou convenção, mas apenas por vontade. …

Cinza

Cinza. A cor do dia é também a minha. Lá fora, uma chuva ora mais fraca, ora mais intensa. Aqui dentro, desânimo. Uma xícara de café, uma olhada nas redes sociais. Duas. Uma olhada pela janela. Lá fora, na chuva, no branco e no cinza do céu, do dia e de mim, pássaros. Um, depois outro, mais outro, mais. Vários, muitos. Pássaros. Voando. Passando. Indo. Seguindo. Se movimentando. Movimento. Voo. Voar... Eu. Mesmo metaforicamente, o movimento dos pássaros pode ser o meu. Mesmo que hoje eu esteja como o dia. Cinza.

O novo é preciso ser feito novo

Decisões muitas vezes a gente toma de uma hora para a outra. Há, claro aquelas que precisam ser pensadas, planejadas e organizadas. Mas quando se trata de mudar hábitos, em geral, é no repente. Pelo menos comigo é assim. Ou só tem efeito e é efetivo é assim.

Foi assim quando, há não sei quantos muitos anos, decidi começar a pedalar. Foi assim quando, há alguns meses, decidi me alimentar melhor. Quando decidi criar um blog – mesmo que a produção e a publicação tenham, ao longo dos anos, sido intermitentes.

Mesmo algumas decisões mais sérias, como pedir demissão, já tomei assim, de repente. Claro que todas elas são consequência de acontecimento, pensamentos e reflexões anteriores. Mas são tomadas ali, naquele momento que não importa se é de uma segunda-feira, do mês que vem, de depois (ou de antes) das férias.

Pode, isso constatei agora, até coincidir ou, como prefiro dizer, sincronizar com estes momentos. Exemplo fresco e motivo deste texto: o novíssimo ano de 2018. Sempre tive muita i…

A benção da Rainha

Em geral eu prefiro conversar com você de forma mais reservada. Por isso, estava esperando que o ano começasse e que este começo passasse um pouco para ir ter com você. Mas o dia primeiro do ano amanheceu esplendoroso. O céu de um azul que contradizia com vontade todos os meteorologistas. O mar... Ah, o mar...

As imagens traziam a incrível mistura de azul e verde até mim. Aí, foi como se você me chamasse. E me chamasse de novo, até que de supetão, no meio da tarde quente, coloquei o biquíni e fui. Nem dinheiro, só depois eu me daria conta, levei. A praia, por praia entenda tanto a areia quanto o mar, estava lotada.

Talvez a conversa não fosse tão reservada assim, mas não havia dia melhor para ela. Não só por ser o dia primeiro do ano, não só por ser um dia lindíssimo, não só pelo mar calmo. Por tudo isso, por mais e, principalmente, porque, eu ouvi você me chamar. Fui. Entrei sorrindo no mar. Passei pelas pessoas e aos poucos foi como se elas não estivessem mais ali. Silêncio e cor ap…

Inventário de um ano indefinível

Um amor que acabou antes de começar.
Um encontro e um desencontro. Juntos.
Outros, muitos, separados.
Inícios e fins. Vários.
Recomeços.
Uma viagem. Sozinha!
Uma tatuagem. Mais uma
Muitos dias, algumas semanas com visitas a um hospital na rotina.
Com a rotina de um hospital na rotina.
A morte lá, ela que há anos tanto me apavorava, observando, à espreita.
A morte deixada lá, no terror do passado e na rotina do hospital que passou.
Passou, muito passou por este ano, inclusive passos.
Um passo necessário há muito adiado.
Uma atitude desejada há muito adiada.
Uma assinatura nova.
Muitas centenas de matérias.
Algumas dezenas de textos meus.
Um blog renascido.
Um carro a menos.
Uma tireoide voltando a funcionar. Na marra. Ou no hormônio.
Uns e outros crushes.
Doses de força e coragem.
De insegurança também.
Uns músculos, discretos, a mais.
Uns quilos a menos.
Medidas e formas diferentes.
Um ano para começar a cozinhar, continuar a plantar e para cuidar. De mim
Um ano de arrumar o armário, …

28 de dezembro

Para você, desejo os bichos. E também as flores. As plantas e também as esculturas. A arte e também a diversão. O movimento. Do corpo e da vida. A alegria doce de uma manhã leve de domingo. Ah... Suspiros. Alegria, alegria... Mais! Amor, paz... Felicidade. Para você, felicidade!

Se 2017 fosse um copo

Dois mil e dezessete foi um copo meio cheio ou meio vazio? Há umas semanas estava pensando que, ao chegar ao fim do ano é muito mais comum destacarmos as dificuldades, o negativo, do que o positivo. A verdade é que mais reclamamos do que agradecemos e, não sei se é impressão, mas isso parece mais visível ao fim do ano.

Às vezes não é uma reclamação tão explícita. Pode ser só um querer que o ano acabe logo. Mas há um foco maior na metade vazia do que na metade cheia do copo. Ora, com a exceção de um ano trágico ou excepcionalmente bom – me refiro a acontecimentos extraordinários que, para o bem o para o mal, ofuscam todo o restante –, acredito que os anos, assim como os dias, as semanas, a vida, serão quase sempre copos pela metade.

Há o bom e há o ruim. Há o que dá certo e há o que dá errado. Há a vitória e há a derrota. E há a forma como olhamos para isso tudo. Os grifos são sempre nossos. Assim como o foco. Somos os iluminadores dos acontecimentos e colocamos sob a luz principal o q…

Para um ano novo... Um réveillon como você queira

Dezembro. Não importa como tenha sido seu ano, tampouco como você esteja neste mês que é, tem que ser, de celebração. Confraternização no trabalho, amigo oculto com os amigos, encontros com quem você talvez nem tenha falado nos últimos meses, momentos com a família, esquecendo, ou fingindo que não existem as diferenças que existem, sempre existem.

Você pode esquecer de comprar o presente de alguém, mas não pode ficar à margem da euforia  e da “alegria”, assim mesmo entre aspas, de dezembro. Exceção talvez para o Natal. Saudade de quem está longe ou não está mais neste mundo, uma tristeza moderada por estar longe da família ou não ter uma...

Há concessões para um Natal menos eufórico. Mas são concessões passageiras porque logo será réveillon e aí... Réveillon não tem desculpa! Não tomar parte na euforia coletiva é caso de ligar para o CVV, procurar um médico para que ele receite um tarja preta e agendar uma hora com um terapeuta (talvez seja caso mesmo de um psiquiatra) para o início d…

Eu pessoa

Já seria diferente ser eu uma pessoa que ainda manda cartas. Mas sou eu uma pessoa que, além de mandar cartas, coloca dentro delas folhas de trevos que eu mesma, esta pessoa não comum, cultivo. Cultivo trevo, cultivo hábitos, envio afeto. Sou eu, uma pessoa que, como todas as pessoas o são, às suas maneiras e com seus hábitos, única. Eu pessoa.

Passa

O tempo passa.
Sempre.
Para todos.
Em alguns, deixa marcas mais visíveis;
em outros, mais discretas.
Às vezes, quase imperceptíveis.
Mas deixa.
O tempo sempre deixa marcas.
E passa.
Para todos, o tempo.
Tempo.
Tempo.
Passa.

Lembranças alegres me acenam do portão

A tarde seguia apressada, tentava apressar também a mim, mas eu não estava conseguindo acompanha-la. Havia urgência a resolver, mas tal qual em um sonho, eu não saía do lugar. A princípio, não podia mesmo sair. Espera e olha o relógio, espera e confere o celular, confere o celular e olha o relógio, confere o relógio e espera. Quando pude sair não fui muito adiante. Para, anda; desvia; anda, para; muda o caminho. Anda, mas... Espera! Vou passar por lá? Para! Anda e não tem mais como desviar e parar, parar só bem em frente. Era um sinal, mas eu poderia acreditar ser o universo conspirando. Conspiraria contra ou a meu favor? Não vou olhar. Do outro lado um triste muro. Não vou olhar. Na frente o sinal vermelho. Não vou olhar. Aqui dentro não consigo, não resisto e me viro. No portão pareciam me esperar as lembranças alegres. Quando olho para elas, acenam e sorriem para mim. Sorrio de volta. O sinal abre. Ando. Sigo. Acordo. Tal qual em um sonho bom, desperto leve para a realidade.

A fase de silêncio da lua. Espera

A lua tem fases
O tarô tem cartas
A vida tem fases
Jogo
Lua na fase da vida
Momento de aquietar
Não agir
Pensar e repensar
Silenciar movimentos
Parar palavras
Respirar
Meditar
Serenar
Acolher as dúvidas
Aceitar as incertezas
Deixar estar
Deixar ser
A vida e o tarô
A fase e o momento
O tempo
É tempo de recuar
Silenciar
Esperar
Espera
Sob a lua do tarô, espera
Em silêncio, espera
Silêncio e espera
Espera
Em silêncio
Silêncio

As conchas

Inspiração, metáfora, conselho, símbolo. O mar sempre foi isso tudo para mim. Não por acaso, eu sempre quis fazer uma tatuagem que traduzisse um pouco de tudo isso que o mar significa e representa para mim. Há uns anos fiz uma onda no pulso. Mas embora poucas coisas sejam tão mar quanto as ondas, senti que ainda faltava desenhar na minha pele o que o mar é na minha alma.

Pensava, mas nunca foi, de fato, uma busca. Era uma ideia. Um dia... Até que um dia, totalmente do nada, a ideia ressurgiu com forma, a forma de uma concha. Pesquisa daqui, olha dali, fui descobrindo que, para além de ser um símbolo do mar, a concha carrega muitos outros significados. Todos, de alguma forma, tocantes a mim.

Em um resumo breve da minha primeira, e também breve busca, a concha era, originalmente, um símbolo pagão associado à deusa Vênus. Vênus que, para muitos, está associada ou, mais que isso, é a mesma divindade que Afrodite e Iemanjá. Representa, também, a fecundidade, o nascimento e a criação.

Marqu…

É preciso

É preciso. Pode não ser fácil, não é. Mas é realmente preciso. Vai! Inspira. Levanta. mantém. É preciso lavar as lágrimas e secar o rosto. Você precisa porque é preciso. É preciso comer, trabalhar, dar atenção ao cachorro, pagar as contas, pedalar... É preciso sorrir, nem que seja para fingir que acredita que logo tudo estará bem. É preciso ir e deixar o logo vir. Seguir. É preciso! Vai, segue! Você precisa!