Pular para o conteúdo principal

Postagens

Mostrando postagens de Novembro, 2004

Manual de instruções

É você que escreve todos os textos? Depois de ouvir algumas vezes esta pergunta, decidi preparar o Manual de Instruções do Ponto e Vírgula. Mas pode relaxar, este manual não tem a complexidade e chatisse dos que acompanham produtos eletrônicos e eletrodomésticos. Portanto, você não vai precisar de um manual para entender o manual e, definitivamente, não vai encontrar nenhuma frase do tipo: não coloque seu animal de estimação no forno. Até porque esse blog pode ir ao forno e à fogueira, embora eu ainda não tenha descoberto como fazer isso. Mas, justificativas e apresentações feitas, o que interessa: o manual, que na verdade é a resposta para aquela perguntinha da primeira frase. Tirando os textos que estão entre aspas, e quase sempre também em itálico, todos os outros são meus. Nem todos autobiográficos, é preciso destacar, mas todos meus. Filhos legítimos da união da senhora Vontade de Escrever com o senhor Algum Possível Talento. Ou seria com o desavergonhado Destalento da Silva? Mas…

O novo

"(...)
Doer, dói sempre
(...)
O ruim é quando fica dormente. E também não tem dor que não se acalme – e as mais das vezes se apaga
(...)
Embora a gente se renove como todo o mundo, tudo no mundo que não se repete jamais – pode parecer que é o mesmo mas são tudo outros, as folhas das plantas, os passarinhos, os peixes, as moscas
(...)
Nada volta mais, nem sequer as ondas do mar voltam; a água é outra em cada onda, a água da maré alta se embebe ma areia onde se filtra, e a outra onda que vem é água nova, caída das nuvens da chuva. E as folhas do ano passado amarelaram, se esfarinharam, viraram terra, e estas folhas de hoje também são novas, feitas de uma seiva nova, chupada do chão molhado por chuvas novas
(...)
Gente também vem outra para o lugar de quem parte
(...)"

(Rachel de Queiroz – Dôra, Doralina)

Em branco

Um papel em branco. Na verdade não há um papel, há, isso sim, uma tela em branco. Mas, pensando bem, também não é bem isso. Afinal, a tela não está tão branca assim. Desenhos, símbolos, letras, linhas e pequenas palavras preenchem a moldura cinza e fria. Não falta alguma coisa? Ou será uma obra pós-moderna, onde todas as possibilidades são possíveis? O branco pelo branco, espaço de toda ou nenhuma idéia? Abstração demais! Abstração de uma mente tingida por um branco total. Mas não o branco de nenhuma, e sim o de todas as idéias! O branco das coisas que ainda não foram escritas e flutuam na atmosfera de uma segunda-feira nublada. O céu também está branco e as nuvens encobrem letras, palavras e idéias. Amor, sim, sonho, amarelo, hora, chuva, não, ontem, trabalho, fome, azul, cultura, sol, amanhã, adoro, agora, música, amigo, encontro, talvez, dança, férias, mar, saudade, namoro, vida. Palavras... Sentimentos de uma segunda-feira branca.

Relacionar-se

“O homem não quer isolar-se. A solidão contraria a natureza. O ser humano tem curiosidade diurna e noturna pelo ser humano. Os animais apenas se olham ou se percebem. Só os cães, os homens e as formigas demonstram curiosidade pela própria espécie, e se olham, se tocam, se cheiram”

(Pablo Neruda – Pelas praias do mundo)


Não sei exatamente quais são as possibilidades de relacionamento entre dois cães ou duas formigas. Será que existem possibilidades, no plural? Entre os homens sim, sem dúvida. Algumas vezes há até muito em comum com os animais. A atração instintiva, física e, muitas vezes, irracional, que nos dá os rolos, casos e amantes. Sintonia física total, e só. Outras vezes acontece o oposto. Tesão zero e afinidade total de idéias, pensamentos e gostos. São os amigos, aqueles seres que amamos, com quem dividimos a vida e até a cama, mas sem sexo.
Mas, embora autodenominados racionais, somos, ainda assim, animais e o grande momento acontece quando tudo isso se junta. Quando abrimos…

Domingo

Timidamente a claridade invadia o quarto pelas frestas da persiana. O barulho lá fora parecia tão distante... Será que estava sol? Abri os olhos lentamente e o que vi foi um teto repleto de estrelas imaginárias, lembranças de uma noite muito especial. Espreguicei-me na cama, abracei o travesseiro e fiquei ali sonhando um sonho real. Sorrindo para um domingo que não era como os outros.

Amar

Estava conversando com uma amiga, via Messenger, e se não fosse a distância, minimizada pelas facilidades que o mundo virtual oferece, certamente veria em seus olhos um brilho diferente. Ah, a paixão... Me encanta esse estado em que as pessoas parecem flutuar, e flutuam mesmo. Os dias se tornam mais bonitos, as cores ficam mais intensas e a alegria contagia. Me contagiei e lembrei Drummond... Então, para você, minha amiga Roberta; para os que estão, como o querido Mauricio, começando novas histórias; e para meus amigos que, sozinhos ou não, são, por essência, apaixonados, apaixonáveis e apaixonantes: Amar.


Amar
"Que pode uma criatura senão,
entre criaturas, amar?
amar e esquecer,
amar e malamar,
amar, desamar, amar?
sempre, e até de olhos vidrados, amar?

Que pode, pergunto, o ser amoroso,
sozinho, em rotação universal, senão
rodar também, e amar?
amar o que o mar traz à praia,
e o que ele sepulta, e o que, na brisa marinha,
é sal, ou precisão de amor, ou simples ânsia?

Amar solene…

Passado

Era inóspito o lugar em que ela estava vivendo. Um local distante, localizado naquele tempo que, embora já houvesse sido, não deixava de ser. Pelo menos não para ela, que estava perdida em um lugar de muitas lembranças, pouca esperança e nenhuma realidade. O preto do luto não lhe caía bem e o passado definitivamente não era um bom lugar para ficar. Mas como tirar sua alma de lá?

Os sentidos

Temos todos, reconhecidamente, cinco sentidos. Eu pessoalmente acho que são seis. Como deixar de fora o famoso sexto sentido? O mais sutil de todos, chamado de intuição ou simplesmente e, de forma genérica, sensibilidade. Irmãos inquietos esses que, juntos, transformam as sensações em algo mais do que experiências físicas. Emoções, lembranças, saudade. Para mim sempre foi difícil definir um cheiro, um gosto, uma sensação na pele. Mas difícil ainda é explicar como isso tudo, de repente, abandona o passado e invade o presente. Um cheiro que lembra uma fase da vida, um gosto que leva de volta a uma festa, um toque que traz a saudade de um tempo que passou. Coisas que não se explica, sente-se. Então, que possamos ver com os ouvidos, sentir com os olhos, degustar com a pele, cheirar com a língua, ouvir com o nariz e experimentar todas as outras combinações possíveis. Afinal, com cinco, ou seis, sentidos a nossa disposição só nos resta mesmo sentir. Sensibilidade à flor da pele, olhos, boca…

Verão

"Este fevereiro azul
como a chama da paixão
nascido com a morte certa
com prevista duração
deflagra suas manhãs
sobre as montanhas e o mar
com o desatino de tudo
que está para se acabar.
A carne de fevereiro
tem o sabor suicida
de coisa que está vivendo
vivendo mas já perdida.
Mas como tudo que vive
não desiste de viver,
fevereiro não desiste:
vai morrer, não quer morrer.
E a luta de resistência
se trava em todo lugar:
por cima dos edifícios
por sobre as águas do mar.
O vento que empurra a tarde
arrasta a fera ferida,
rasga-lhe o corpo de nuvens,
dessangra-a sobre a Avenida
Vieira Souto e o Arpoador
numa ampla hemorragia.
Suja de sangue as montanhas,
tinge as águas da baía.
E nesse esquartejamento
a que outros chamam verão,
fevereiro ainda em agonia
resiste mordendo o chão.
Sim, fevereiro resiste
como uma fera ferida.
E essa esperança doida
que é o próprio nome da vida.
Vai morrer, não quer morrer.
Se apega a tudo que existe:
na areia, no mar, na relva,
no meu coração - resiste.&…

Saudade

Quantas vezes ouvimos que tudo passa? Passa? Pode até ser que, com a ajuda do tempo passe, mas existem certas coisas que nem mesmo ele é capaz de apagar. Saudade. Foi esse o sentimento que veio me visitar hoje pela manhã. Assim, sem nenhum motivo especial. Lembranças que chegaram e, como em tantas outras vezes, passadas e futuras, não vieram só. Trouxeram junto a tristeza. Triste saudade. O apoio nas dificuldades, a vibração nas conquistas, o puxão de orelha na hora certa e a cumplicidade no fim... Pai. Mais difícil que conviver com a distância e a saudade é ter a certeza de que compartilhar momentos é, definitivamente, uma ação do passado. Passado temporal, mas presente emocional. Sempre! Como consolo e em forma de amor.

Era mais

Deveria ser uma tarde como outra qualquer, mas não era. O ventilador, ao invés de amenizar, espalhava aquele calor sufocante por todo o quarto. O sol parecia estar ali dentro, queimando pele e mente, incinerando sentimentos e sonhos. Deveria ser mais uma partida, mas não era. Desta vez a mochila não parecia a única companhia suportável no mundo. Haviam aqueles olhos quase negros. Deveria ser só mais uma paixão, mas não era. Melhor então fugir, antes que aquele brilho e alegria o hipnotizassem de vez. Deveriam ser só dois olhos, mas não eram...
G.,
Agora entendo a razão pela qual você apareceu em minha vida. Para eu me encontrar! Foi preciso que você se apaixonasse por mim, que eu ma apaixonasse por sua paixão e depois por você. Mas só isso não seria suficiente, pelo contrário. A paixão anestesiou meu corpo, mente e alma e como anestesiada é algo que, definitivamente, não sou, você teve que, para me desanestesiar, se desapaixonar por mim.
Foi bom saber eu não era a pessoa que você desejada. E sabe por que? Porque a insatisfação também era minha. Que ironia, não acha? Mas você me mostrou que eu não estava sendo a pessoa que poderia e desejava ser. Eu não era eu! Talvez até esse meu eu verdadeiro fosse bem parecido com esse seu outro idealizado. Talvez. Mas isso tudo é passado e se lhe escrevo é somente para agradecer. Obrigada por me descobrir! E não falo no sentido de achar ou encontrar, mas no de deixar ver, mostrar, revelar. Em linguagem bem simples, tirar a coberta...
sem anestesia,
S.

Quando bate uma saudade

"Vem
Quando bate uma saudade
Triste
Carregado de emoção
Ou aflito quando o beijo já não arde No reverso inevitável da paixão
Quase sempre um coração amargurado
Pelo desprezo de alguém
É tocado pelas cordas de uma viola
É assim que o samba vem
Quando um poeta se encontra
Sozinho num canto qualquer do seu mundo
Vibram acordes, surgem imagens
Soam palavras, formam-se frases
Mágoas
Tudo passa com o tempo
Lágrimas
São as pedras preciosas da ilusão
Quando surge a luz da criação no pensamento
Ele trata com ternura o sofrimento e afasta a solidão"

Paulinho da Viola

Nostalgizar

Nostalgizar. Palavra nova, pelo menos para mim. Melhor seria classificá-la como desconhecida até então. Segundo o dicionário: nostalgizar.V. t. d. Infundir nostalgia em; tornar nostálgico. nostálgico.Adj.1. Em que há nostalgia 2. Que sofre de nostalgia. nostalgia. [De nost(o)- + -alg(o)- + -ia] S. f.1. Melancolia produzida no exilado pelas saudades da pátria 2. Saudade – " Pois, senhor, curioso. No meio de uma paixão ardente, tão sincera... Eu ainda estou na minha; acho que foi a nostalgia da lama" (Machado de Assis, História sem Data, p.55)
Está tudo isso, e mais um pouco, na página 1.200 do Novo Dicionário Aurélio da Língua Portuguesa. Se bem que novo é eufemismo, já que, considerando os remendos da capa, deve ser uma edição bem velhinha. Talvez não tão velha quanto as minhas lembranças... No meio de uma tarde de um dia de trabalho que será longo, fui nostalgizada pela nostalgia de uma colega de trabalho. Nela, a saudade veio com o e-mail de uma amiga que reapareceu para d…

Fim de semana no Rio

Sexta-feira... Lá fora céu azul e sol forte. Existe cenário melhor para um fim de semana? Claro que não! Todo esse clima dá à cidade um colorido especial, além de uma vontade doida de dar um mergulho no mar. A paixão do carioca pela cidade aflora e, como tal, eu não fujo a regra. Tanto que peguei na estante Carnaval no fogo, do Ruy Castro, para reler alguns trechos. Uma declaração de amor à cidade!
"Uma coleção de clichês assola e mancha a imagem do carioca. Alguns deles são os de que o carioca não trabalha, passa o dia na praia e não pode ver uma esquina ou um botequim sem parar para conversar com alguém que acabou de conhecer e de quem já ficou íntimo. Outros clichês são de que o carioca é incapaz de chegar na hora para um compromisso, que deixa tudo para o último minuto e sua idéia de marcar um encontro é dizer, "A gente se vê". Pois bem é quase tudo verdade. (...)
Primeiro, não é que o carioca trabalhe pouco. Ao contrário, o Rio é uma das cidades do Brasil onde mais …

Bela história

Estava em mais uma tarde arrastada de trabalho quando recebi o release sobre o lançamento do novo livro da Zélia Gattai, Memorial do amor. Na verdade, nem faz muito sentido receber esse tipo de material, já que literatura, definitivamente, não é o foco da revista em que trabalho. Até que publicamos, todo mês, duas indicações de livros, mas sempre ligados a esse universo de negócios, administração, recursos humanos. Entediante... Por isso, acho ótimo essas mensagens nada a ver com o trabalho e tudo a ver comigo. É o meu momento do recreio, uma ótima oportunidade para aumentar a listinha de livros para ler, cursos para fazer, sites para visitar e histórias para conhecer. A da Zélia Gattai, descobri, era uma delas.
Em um país que cultua a juventude e despreza a maturidade, ela começou a escrever aos 63 anos. Não é preciso dizer que precisou superar muitos obstáculos. Com sucesso! Filha e neta de imigrantes italianos, Zélia Gattai nasceu no dia 2 de julho de 1916. Aos vinte anos, casou-se…
Sair do trabalho com óculos escuros, cabelo preso e um vento quente no rosto. Nada como o horário de verão... Dias longos, noites quentes e muitas possibilidades. O Rio de Janeiro mais carioca do que nunca.

Roda Viva

"Tem dias que a gente se sente
Como quem partiu ou morreu
A gente estancou de repente
Ou foi o mundo então que cresceu
A gente quer ter voz ativa
No nosso destino mandar
Mas eis que chega a roda viva
E carrega o destino pra lá
Roda mundo, roda gigante
Rodamoinho, roda pião
O tempo rodou num instante
Nas voltas do meu coração
A gente vai contra a corrente
Até não poder resistir
Na volta do barco é que sente
O quanto deixou de cumprir
Faz tempo que a gente cultiva
A mais linda roseira que há
Mas eis que chega a roda viva
E carrega a roseira pra lá
Roda mundo, roda gigante
Rodamoinho, roda pião
O tempo rodou num instante
Nas voltas do meu coração
A roda da saia, a mulata
Não quer mais rodar, não senhor
Não posso fazer serenata
A roda de samba acabou
A gente toma a iniciativa
Viola na rua, a cantar
Mas eis que chega a roda viva
E carrega a viola pra lá
Roda mundo, roda gigante
Rodamoinho, roda pião
O tempo rodou num instante
Nas voltas do meu coração
O samba a viola, a roseira
Um dia…

Volver

"Yo adivino el parpadeo
de las luces que a lo lejos
van marcando mi retorno...
Son las mismas que alumbraron
con sus palidos reflejos
hondas horas de dolor..

Y aunque no quise el regresso,
siempre se vuelve al primer amor..
La vieja calle donde el eco dijo
tuya es su vida, tuyo es su querer,
bajo el burlon mirar de las estrellas
que con indiferencia hoy me ven volver...

Volver... con la frente marchita,
las nieves del tiempo platearon mi sien...
Sentir... que es un soplo la vida,
que veinte años no es nada,
que febril la mirada, errante en las sombras,
te busca y te nombra.
Vivir... con el alma aferrada
a un dulce recuerdo
que lloro otra vez...

Tengo miedo del encuentro
con el pasado que vuelve
a enfrentarse con mi vida...
Tengo miedo de las noches
que pobladas de recuerdos
encadenan mi soñar...

Pero el viajero que huye
tarde o temprano detiene su andar...
Y aunque el olvido, que todo destruye,
haya matado mi vieja ilusion,
guardo escondida una esperanza humilde
que es toda la fo…

O tempo não pára

- Você acabou de ouvir uma hora de música sem intervalo. Vamos agora saber como está o trânsito...
O bom humor artificial dos locutores de FM definitivamente não combinava com aquela hora da manhã. Mas já havia tentado o triiimmm dos despertadores tradicionais, o bip-bip dos digitais e acordar com música pareceu ser a opção menos desagradável. Que nada... Fosse qual fosse o som, o relógio era sempre implacável. Dormir mais? Nem pensar! Levantar, escovar os dentes, tomar banho e ler as manchetes do jornal. Só as manchetes porque um pedaço de pão ainda esperava para ser engolido. Atrasado de novo! Para a escola, para a faculdade, para o trabalho no primeiro emprego, no segundo, no terceiro... Assim foram passando os anos. Correria, falta de tempo... Tempo. Ele passou e foi ainda mais implacável que o despertador. Atrasado? Não, os anos que foram rápidos demais. Ficaram lembranças, saudades e o rádio ligado lá no quarto.
- Pra começar bem o dia, Barão Vermelho. O tempo não pára!

Uma noite no campo

Cercada por montanhas de um verde intenso, lá está a casinha simples com duas redes na varanda. A única luz vem do lampião, que junto com os vaga-lumes e as estrelas, ilumina parcialmente a noite. Ah, as estrelas... São tantas e tão brilhantes que parecem cair sob a copa das árvores que balançam ao sabor do vento, frio mas gostoso. No gramado, um banco, um cobertor, uma garrafa de vinho e dois copos. A vida mostra sua beleza e convida a um beijo.

Pré-verão

Talvez por ter o fogo como elemento e o sol como regente, talvez simplesmente por ser carioca... Seja lá qual for o motivo, me encanta esse período pré-verão. Poderia chamar de primavera, mas não seria tão fiel ao clima que, especialmente no Rio de Janeiro, toma conta de mentes e corpos. Em uma cidade que, apesar de todos os pesares, mantém ares de balneário, o verão é mesmo o auge. É quando a carioquice se apresenta em sua forma mais exuberante e colorida, nos corpos e nos humores. E é na expectativa dessa apoteose carioca que está o charme da primavera. A estação das flores aqui também é o momento do desabrochar, das pessoas. É hora de botar a cara na rua, vestir pouca roupa, ficar na praia até tarde, curtir o horário de verão e experimentar os sabores, todos deliciosos, da estação. Que venha o verão!