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G.,
Agora entendo a razão pela qual você apareceu em minha vida. Para eu me encontrar! Foi preciso que você se apaixonasse por mim, que eu ma apaixonasse por sua paixão e depois por você. Mas só isso não seria suficiente, pelo contrário. A paixão anestesiou meu corpo, mente e alma e como anestesiada é algo que, definitivamente, não sou, você teve que, para me desanestesiar, se desapaixonar por mim.
Foi bom saber eu não era a pessoa que você desejada. E sabe por que? Porque a insatisfação também era minha. Que ironia, não acha? Mas você me mostrou que eu não estava sendo a pessoa que poderia e desejava ser. Eu não era eu! Talvez até esse meu eu verdadeiro fosse bem parecido com esse seu outro idealizado. Talvez. Mas isso tudo é passado e se lhe escrevo é somente para agradecer. Obrigada por me descobrir! E não falo no sentido de achar ou encontrar, mas no de deixar ver, mostrar, revelar. Em linguagem bem simples, tirar a coberta...
sem anestesia,
S.

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