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Babel de poemas

Poemas em sessentas línguas diferentes traduzidos para o português. Assim é Babel de poemas – uma antologia multilíngüe, de Carlos Freire. Diversidade linguística e humana que faz com que a divergências culturais convergirem para um denominador comum: a arte. De língua familiares a nós, como espanhol, inglês e frânces, passando pelas línguas orientais e seus ideogramas, até chegar ao desconhecido aimara, idioma pré-colombiano falado por dois milhões de pessoas na Bolívia e no Peru, o livro proporciona uma viagem pelo universo da poesia.

Trabalho que só poderia ser feito por alguém como Carlos Freire, considerado pelo Centro Biográfico Internacional de Cambridge um dos dois mil eruditos mais notáveis do século 21. Em setenta anos de vida ele estudou sistematicamente mais de cem línguas. “O meu interese pelo estudo das línguas estrangeiras surgiu cedo, quando ainda era estudante ginasiano, ao dar-me conta de que ler os clássicos estrangeiros em traduções representava uma enorme desvantagem, isto é, que somente lendo no original eu poderia usufruir o prazer estético que só o original oferece plenamente”, conta.

O que não significa, para ele, que textos literários de uma forma geral e poesia especificamente sejam intraduzíveis. “Em se tratando de tradução, como em política, a maioria das pessoas toma uma posição intermediária entre os dois extremos, acreditando que a tradução poética é, às vezes, possível, às vezes impossível; às vezes fácil, outras vezes difícil, às vezes um fracasso, às vezes um êxito extraordinário”, diz. Para saber a qual destas categorias Babel de poemas pertence, só lendo o livro. Selecionei aqui um de Gustavo Adolfo Bécquer, poeta e escritor espanhol que foi um dos mais importantes representantes do Romantismo.

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