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Paixão

Naquele momento eu não saberia dizer se estava acordada ou no meio de um sonho. Poderia também se revelar, em algum momento, um pesadelo. Flutuava sobre a realidade sem me dar conta da rotina, do cotidiano e de todas as ações e obrigações relacionadas à normalidade morna de cada dia. A pergunta que soava mais forte em minha cabeça era se estava acordada ou dormindo. Sedada também poderia ser uma possibilidade e, nesse caso, nem sonhos nem pesadelos e sim delírios. O universo paralelo em que eu me encontrava não era ruim. Era, ao contrário, muito bom. Estava me proporcionando tranqüilidade e conforto. Apesar de arrepios seguidos por ondas de calor intensas eu me sentia bem. Intensa e ineditamente bem. Por isso tive medo. Medo de voar cada vez mais alto e não mais voltar. Medo de cair abruptamente e me machucar. Tive medo mas não parei. Continuei me deixando levar, mergulhei de olhos fechados nessa realidade irreal e cheguei ao diagnóstico: paixão.

Comentários

Roberta disse…
Huuuummmm amiga!!! Tais apaixonada é??? ;o)