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O caminho do sonho

O dia estava lindo. Dos dois lados da estrada era infinitas as variações de verde. Tons sobre tons ganhando movimento com a brisa leve que soprava. A cada curva, mais cores. Pontos amarelos, vermelhos, rosas e laranjas em meio a folhagem só não chamavam mais atenção que a borboletas azuis. Acompanhadas ou em show solo, elas dançavam diante do pára-brisas do carro, exibindo a intensidade da cor, a leveza dos movimentos e a alegria de voar livre sobre um céu de azul tão envolvente quanto o delas. O céu... Esse, brincava de esconde-esconde com as montanhas, revelando-se e escondendo-se a cada subida e descida do caminho. Um jogo que revelou, ao fundo, o mar. Verde e azul unidos em toda a simbologia do oceano.

Mas a cabeça estava longe. Em campos que deveriam ser tão verdes quanto aquela vegetação, montanhas certamente tão altas quanto as que emolduravam aquela paisagem e um céu tão azul quanto aquele que, agora, lhe dava bom dia. Imaginava o jogo de cores, os cheiros e sons de um lugar onde, embora a brisa do mar não chegasse, gostaria de estar. Pensava, sobretudo, na noite, em como as estrelas tocariam, de leve, a copa das árvores mais altas dos morros. E a lua a iluminar o caminho por onde os sonhos viriam para a realidade.

Comentários

F. Lopez disse…
Fico imaginando que essa passagem pertence a uma história maior, um livro talvez...