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Indo...

Há dias melhores e dias piores. E quando se está indo, a oscilação entre um e outro é constante e, quase sempre, abrupta. Sei que é assim mas anseio pelo dia em que não mais seja. Sim, porque entre tantas dúvidas e questionamentos insanos, acredito que a superação é possível. Ou seria a recuperação? Mais um não sei que digo. São tantos, que já estou desistindo de saber alguma coisa. Não sei mais que dia é hoje, não sei mais se quero beber água ou cerveja, não sei se gosto mais do amarelo ou do rosa, não sei se opto pelo pessimismo ou pelo otimismo, não sei se acredito ou desacredito. Em que? Não quero saber. Quero, talvez, sentir. Mas tenho medo. Tenho medo que meus olhos sintam o escuro ao invés do claro, que minha língua sinta o amargo ao invés do doce e que meu coração... Ah, tenho medo que meu coração não sinta mais, nem a dor e nem o amor. Não quero a anestesia, que apenas ameniza o sofrer. Assim, ele, esse sofrimento insuportável, se prolonga e me isola. Me coloca num indo de lugar nenhum para lugar algum. Mas eu vou, indo... Simplesmente para não parar.

Comentários

Mauro Cassane disse…
Acho que me sinto exatamente assim, uma grande merda, mas vc descreveu com precisão essa terrível sensação de amar e não saber se és amado...ou amada...Entre o saber e o não saber, devemos simplesmente beber!!!