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Nas folhas que caem

As folhas amarelas que cobrem as calçadas dão a este inverno uma cara de outono. É a natureza das sábias mudanças, da renovação constante e do seguir, naturalmente, adiante que se manifesta e faz cair, junto com as folhas ressecadas, sentimentos não correspondidos e expectativas frustradas. Cai, ela mesma, a frustração, em todas as suas formas e junto com a tristeza do que se foi, do que não veio e do que nunca virá. Ficam nos caminhos e calçadas das tortuosas ruas do passado para serem levadas pelo vento que já ressecou o que, simplesmente, deixou de ser. Nas árvores, os galhos vazios esperam o verde que logo florescerá, no coração abre-se espaço fértil para o novo surgir. O vento de um inverno outonal leva saudade, traz esperança e no rosto já é possível sentir as renovadas cores da primavera.

Comentários

Anônimo disse…
Lindo........tb tenho um escrito sobre o outono, a primavera e a vida...
Um dia te mostro.
Beijo, prima.
Saudade.
Maira
Marcia disse…
Que divino seria se as folhas, ao cairem no outono, derrubassem consigo nossos pesares. Melhor ainda se pudessem, ao renascer, trazer, como reencarnacao, os prazeres ja enterrados!
Ja disse aqui, noutra oportunidade, que amo o amarelo. E esse tom de outono, apesar do pesar da estacao nao garantir o prazer, me deixa os olhos felizes!
Parabens sempre, Roberta.
Marcia.