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Where do you are?

Essa pergunta que ouvi hoje na aula de inglês me fez pensar. Era justamente esse o objetivo do professor ao me ver em um dia de tempo muito nublado, com nuvens pesadas e previsão de fortes tempestades ao longo do período. Ele não se referia ao lugar físico ocupado pelo meu corpo, mas a algo próximo dos cruéis questionamentos: quem sou eu, onde estou, para onde estou indo.

Pensei que, muitas vezes, estou no passado. Outras poucas, tento ir, sem escalas, para o futuro. Nostalgia e ansiedade que fazem com que, para mim, aquela história de que o melhor lugar do mundo é aqui e agora, seja apenas parte da letra de uma música. Meu professor, que hoje fez papel de terapeuta, me disse que costuma perguntar aos alunos:

- Where do you live?

A resposta, obviamente, é algo como:

- I live in Rio
- I live closer of here
- ...

Mas, segundo ele, esta é uma pergunta deve ser respondida de forma mais ampla. Subjetiva mesmo. A resposta dele:

- Eu moro no local onde eu estiver, porque eu estou em mim.

Parece frase de livro de auto-ajuda, talvez até seja, mas não é que fizerem sentido para mim. Em minha aula, que deveria ser de conversação, passei, pelo menos 50 minutos, ouvindo o que precisava ouvir. Após escrever para um amigo que ontem haviam me roubado até a fria luz artificial, vi surgir, no meio da escuridão, a fraca chama de uma vela. E as vésperas do meu aniversário essa Aula não poderia terminar de forma melhor.

- Your journey start now!

Que sejam palavras proféticas!

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