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Depois da chuva

O sol voltou, a temperatura subiu, a primavera se aproxima e no rádio escuto: "a pequena chance de o impossível rolar". O A se transforma em HÁ e eu penso que sempre há a possibilidade do impossível perder o prefixo, essas duas letras que, juntas e antes de um possibilidade, nos dizem: não, não pode ser. O que dizer então do que não é assim tão impossível? Possível. São muitas as chances e elas se anunciam nesse recomeçar que começa agora e a cada dia, todos os dias. E vou começar esquecendo, nos últimos dias de inverno, tudo aquilo que não pode, por tempo indeterminado, ser. Quero tentar apenas as impossibilidades viáveis ou aquelas que valem, ao menos, a aventura da tentativa. Quero fazê-las possíveis para vivê-las com as cores e sabores de manhãs ensolaradas que brilham após dias de muita chuva.

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