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Chuva de lágrimas

A primeira desceu, devagar e solitária, abrindo caminho para mais duas. Depois delas vieram outras, muitas outras que, à medida que se multiplicavam, aceleravam o ritmo de decida. Logo já não era possível identificá-las separadamente, formavam uma cortina disforme e molhada que embaralhava a visão e tornava impossível ver adiante. O dia, então, converteu-se em noite. E já não era possível definir se os pontos de brilho tênue perdidos na escuridão eram gotas de chuva escorrendo pela janela ou lágrimas deslizando pela face triste. Estrelas não eram, porque estas se ocultam nas despedidas.

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