Pular para o conteúdo principal

Madrugadas de um verão

Acordou agitada. O suor que surgia na testa descia contornando, sem pressa, o rosto para, em seguida, desviar abruptamente, ora para as costas, ora em direção ao colo, deixado à mostra pelo despretensioso decote da fina camiseta. Fazia calor e o ventilador girando no teto não amenizava o desconforto do corpo aquecido.

Sem sair da cama, puxou a cortina para que através da janela sobre sua cabeça entrasse o inconfundível ar da madrugada. Quem entrou foi a lua cheia de verão, que refletida nas paredes brancas, despertou memórias de um verão que parecia ter sido único.

É certo que haviam e haveriam outros verões, mas ali, sob o vento artificial que caía do teto e a luz que derramava-se do céu, ela lembrava apenas das madrugadas passadas abraçada àquele corpo que parecia extensão do seu. Sentiu novamente os aromas e ouviu o ritmo acelerado das respirações de dois corpos em conjunção. Entregue a memória, reviveu um amor de noites quentes de verão.

Comentários

Por fim, o acalento necessário pra alma agitada...