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Palavras

Palavras. Flanando no ar, derramando-se sobre a realidade ou atidaras na direção dos sentimentos, são apenas palavras. Letras seguidas de outras letras, formando seqüências que podem acariciar e também ferir. Estimular e reprimir. Começar e encerrar. Sorrisos e lágrimas em frases com sentidos inexistentes ou que se escondem na névoa das emoções. Sons de sim e de não. Talvez. Verdades e mentiras. Incertezas ditas, proferidas, sussurradas ou gritadas para, logo em seguida, o silêncio. Cessam as palavras que estimulam os sentimentos, cessam também as palavras que os transformam em impossibilidade. Se desfaz o sorriso e secam as lágrimas. Fica então a ausência, o vazio, a saudade, o silêncio. Silêncio! Palavras, são só palavras.

Comentários

Mari Ceratti disse…
Eu nunca pensei que fosse gostar de Olavo Bilac!! Aí li, dia desses, um poema (meio erótico, surpreendente) dele no jornal e agora esse que você publicou lá embaixo. Adorei os dois. Cheguei à conclusão que as tias do segundo grau andaram mostrando só a parte mais chata da obra do moçoilo...
:-)
Beijos! Mari