Pular para o conteúdo principal

Por não saber deixar de amar

O vento do descompromisso já não acaricia o rosto e a liberdade agora tem gosto de solidão. A vida desgarrada já não encanta, mas aborrece a insistência dos amigos por um novo amor. A idéia não é ruim, mas falam como se o amor fosse algo decidido, escolhido, planejado. Mas o amor, sabem os que já amaram, simplesmente acontece. Algumas vezes com tal intensidade, que não consegue desacontecer.

Persiste e amar passa a ser um verbo conjugado por um eu sozinho, que ama além da distância e apesar da impossibilidade de voltar a ser correspondido. Ama com a leveza dos que sabem amar e a angústia dos que não sabem desamar. Entre histórias vazias e emoções forçadas, ama por não saber deixar de amar.

Comentários

Maira disse…
So tenho uma coisa a dizer: AMEI!