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Ano novo

O ano mudou com a força de uma onda quebrando na minha cabeça. Por alguns instantes fiquei submersa, sem rumo e sem chão, chacoalhada pela força do mar e dos acontecimentos. Levantei, descabelada e cheia de areia, em um outro ano. Vi as roupas brancas vestindo pessoas a beira do mar, observei flores sendo devolvidas à areia e mesmo um pouco tonta, conseguir ouvir o tilintar das taças de champanhe. Mas foi só quando recuperei o fôlego e o equilíbrio do corpo, que percebi que a mudança havia ido muito além de uma troca de números. Poucos foram os janeiros que honraram tão bem a tarefa de iniciar um ano, com todas as transformações, os fins e os recomeços que o novo precisa para existir.

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