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O fim em uma tarde de verão

Soprava o vento de fim de tarde de verão. Após um dia de calor intenso, sentir no corpo o vento leve era como se deixar abraçar. E foi assim que ela sentiu o contato do ar, como um envolver de braços desejados e fortes. O carinho veio no calor do sol tocando a pele. Quase se pondo, ele dava a ela a energia de uma coloração alaranjada. Sob o sol e ao ritmo do vento ela caminhava com pensamentos soltos. A saia curta, ligeiramente rodada, os quilos que a difícil semana anterior lhe havia tirado, os centímetros de cabelo cortados pela vontade de mudar e a simbólica borboleta tatuada nas costas davam leveza a cada um de seus passos.

No estreito e baixo muro que delimitava o gramado verde ela subiu. Calçados em rasteiras sandálias de tiras finas os pés seguiam devagar, um exatamente à frente do outro. Com os braços abertos, ela se equilibrava em suas próprias memórias. Isso bastou para que o sorriso de menina, tão difícil nos últimos dias, viesse espontâneo e natural. Emocionadas, as lágrimas também surgiram, mas sem o peso dos acontecimentos recentes, foram como beijos suaves na face corada pela esperança. Lembranças a detiveram por alguns instantes, mas sentindo-se também lembrada, encontrou motivos para prosseguir alegre.

Comentários

Mari Ceratti disse…
Oi, Bob!
Digamos assim: em poucos dias, a personagem do seu conto bem que poderia ser... eu! Guardadas as devidas proporções, né? Meu cabelo está em pleno crescimento (não agüentava ele mais chanelzinho!!), não tenho tatuagem de borboleta... e os quilos, bem, eles estando como estão já tá de bom tamanho. hehehe
Tô indo pra praia, em Natal! Estou morrendo de saudade do mar. Coisas de quem mora nesse centrão de Brasil, longe de qualquer pedacinho de areia.
Beijos!!! Mari