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Voltando a voar

Hoje o dia amanheceu claro. Com o ar leve e a forte sensação de recomeço escolhi o azul quase violeta para ser a cor de meu vestido. Clara como o dia, leve como o ar e acreditando que estava recomeçando apenas um novo dia, observei com atenção as borboletas que compartilhavam o caminho comigo. Elas pareciam dançar ao som de Mozart que eu escutava. Sorri, sem motivo mas com a alma, e segui me sentindo livre como os simbólicos e encantadores seres de asas. Eu mesma estava encantada, talvez pressentindo que aquele era o início de um dia que não seria como os outros. No meio do dia, através de inesperadas palavras escritas, descobri que o que recomeçava era eu. A dor e o sofrimento da longa metamorfose estavam, agora, representados por asas. As minhas asas! Com elas voltei a voar.

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