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Espelho de pedra

O caminho estava úmido. Não a umidade física, deixada pela água antes de evaporar na pista por onde agora caminhava, mas a umidade das lágrimas, extravasadas ou guardadas, nas tortuosas trilhas que ligavam sentimentos seus a não sentimentos alheios. As nuvens no céu ainda encobriam também o sorriso, mas sem a insistência da chuva os passos recuperavam o ritmo e os pensamentos readquiriam leveza. Seguia por já não ser possível voltar. E sem querer parar, apenas diminuiu os passos diante da altiva e forte beleza da montanha que se mostrava para o sol. Sobre a pedra escorriam os últimos resquícios da chuva, mas os suaves raios de luz que reavivam o verde da copa das árvores indicava o fim. Entendeu isso ao se reconhecer na imagem renascida da natureza e as últimas lágrimas que chorou indicaram um fim e o seu recomeço.

Comentários

michele disse…
Oi Roberta,
Muito bacana isso! Olha, voltei a escrever no meu blog..o endereço:
http://ideiaseafins.zip.net
Depois passa lá!!
Bjs Michele
Maira disse…
Poderoso isso, hein, prima???
Lúcia disse…
Ótimo texto! Tenha sucesso sempre!