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Não lembrar

O dia amanheceu deslumbrante e esplendoroso. A chuva insistente havia cessado, o frio inoportuno finalmente diminuíra e o azul do céu era, mais do que intenso, inbidor. Inibia nuvens de todas as formas e tonalidades, intimidava névoas úmidas ou secas e paralisava pensamentos sem brilho. O dia amanheceu sem que eu pensasse em você. Após tempos de cores tímidas, era o primeiro dia que abria os olhos para o céu sem lembrar de você. Mas você estava presente na ausência do pensamento. Lembrar da não lembrança era lembrar ainda mais de você. Mesmo que agora os pensamentos fossem de uma primavera por vir.

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