Pular para o conteúdo principal

Lembranças amarelas

Vi uma faixa amarela e lembrei de uma outra faixa amarela que não vi, mas que, ao ser vista, fez de mim uma lembrança. Rio de Janeiro, centro da cidade. Mesmo com passos apressados pelas necessidades domésticas, uma amiga viu em uma vitrine uma faixa amarela. Poderia ser a alça de uma bolsa ou até mesmo uma deslocada listra em alguma peça roupa, mas esse é um detalhamento desnecessário, porque o importante era a cor: amarela. Amarelo vivo e chamativo que a fez lembrar de mim.

Eu havia, dias antes, comentado sobre um vestido, não há necessidade de especificar a cor do vestido, que havia comprado e foi a lembrança desse breve comentário que trouxe a lembrança de mim. Na seqüência, muitas outras associações e exercícios de memória que terminaram a chamando de volta à realidade, com a lembrança das frutas e dos legumes amarelos que deveriam ser comprados. Era para um hortifruti que os passos apressados a levavam naquela tarde ensolarada.

Ela foi, mas a lembrança não se perdeu. Voltou no mesmo dia quando eu, sem saber mas ainda envolta em uma aura amarela, comentei sobre a letra de uma música (também lembrança, mas de outra amiga) que eu havia recebido. A música falava de uma estrada de cor amarela. E lá fomos nós por esta estrada iluminada de associações, descobrindo como uma cor pode nos fazer passar por entre memórias e acontecimentos passados. Diante da parede, também ela amarela, foi minha vez de lembrar. Mas essas, lembranças de cores só minhas.

Comentários

Rafael Rodrigues disse…
Oi Roberta! Pensei que você tinha o endereço novo :) O Leia Livro é bem legal, não? E aí, tudo bem contigo? Beijão procê!