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A memória dos sentidos

Os sentidos se misturam nas lembranças daquele verão. Sinto na pele o mesmo arrepio sutil provocado pela brisa quente que anunciava um encontro. Tantos os encontros... O ar parece parado agora. Cessaram o balanço lento das folhas e a dança alegre dos fios do meu cabelo, mas reencontro, na ausência de movimento do ar, o passado. As mesmas fragrâncias, os aromas inesquecíveis. Cheiro de saudade. Gosto de felicidade. Preservada na lembrança, as imagens do primeiro amor. Sensações e sentimentos que, na memória dos sentidos e em todos os sentidos da memória, não passaram. Sempre volta aquele verão.

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