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Reflexos de futuro

No caminho de sempre, as mesmas curvas, as mesmas retas. Previsível e tedioso, o percurso mudou logo após uma das muitas curvas. O fim da reta seguinte ainda não era visível quando pequenos pedaços de papéis prateados surgiram, voando no ritmo do ar deslocado pelos poucos carros que passavam. Pedaços que seriam apenas pedaços se a manhã não fosse aquela manhã. Naquela manhã, os papéis eram como estrelas vindas da noite, dançando para anunciar e celebrar novidades tão esperadas. Sob o sol da primavera, estrelas inesperadas que cintilavam, criando, entre os olhos e o caminho emoldurado pelo verde intenso das árvores e pelo exuberante azul do céu, um alegre descortinar de possibilidades. Ainda se movimentando suspensas no caminho, as estrelas ficaram para traz, mas deixaram o anúncio, para logo adiante, da felicidade. O futuro bem previsto em pequenos espelhos voadores.

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