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Lua Nova

“Meu novo quarto
virado para o nascente:
meu quarto, de novo a cavaleiro da entrada da barra.

Depois de dez anos de pátio
volto a tomar conhecimento da aurora.
Volto a banhar meus olhos no mênstruo incruento das madrugadas.

Todas as manhãs o aeroporto em frente me dá lições de partir.

Hei de aprender com ele
a partir de uma vez
- sem medo,
sem remorso,
sem saudade.

Não pensem que estou aguardando a lua cheia
- esse sol da demência
vaga e noctâmbula.
O que eu mais quero,
o de que preciso
é da lua nova.”


(Manuel Bandeira)

Comentários

Maria Manuel disse…
belíssimo!
Kah disse…
Lindo esse poema.Boa escolha!!!