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Ciranda dos dias

A purpurina é um ácido que dura dias. Ouvi esta frase antes da apresentação daquele bloco de maracatu. Mais um, entre tantos shows antes daquele, entre alguns depois daquele. Aquele show em que começaram a cair sobre a minha pele pequenos grãos de uma purpurina que foram como um ácido de muitos dias. Longos e intermináveis dias de pele encoberta por um brilho artificial. Superficial. Dessa vez, não teve ciranda, não teve você. Teve de novo um brilho. Novo brilho. Agora sob a pele, a curar a ressaca de dias de antes. Loucos dias em círculo já sem a lembrança do compasso da nossa primeira ciranda. Cessou o ácido, mas anunciou a purpurina de um velho show o meu momento de novas cirandas.

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