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Chove. Com meus pés submersos nas águas da poça mais funda da calçada percebo que chove. Chove por fora. Por dentro, um angustiante e abafado dia de um verão nublado. Nuvens minhas que não chovem, nuvens outras que me molham. Congelados por fora, os pés não me movem. Fervendo por dentro, a cabeça não me orienta. Perdida. Dentro de uma abafada poça de verão, vejo chover pelos meus olhos. Desce a chuva por fora e eu sinto secas as lágrimas que rolam por dentro de mim.

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