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Entendimentos e sentimentos

O improvável que parecia quase impossível aconteceu. Não tenho vergonha, tão pouco orgulho, de dizer que Economia sempre foi, para mim, algo quase incompreensível. Sou de uma geração que cresceu sem saber o que significava, na prática, estabilidade econômica. Acompanhei muitas e variadas crises e assisti explicações ministeriais que não explicavam muito. Vi e vivi pacotes e infinitas mudanças no nome de uma mesma e desvalorizada moeda. Mas nunca consegui compreender essa coisa complexa chamada economia. Até que o improvável que parecia quase impossível aconteceu.

Em meio à crise no mercado financeiro americano – também sou de uma época em que crises econômicas na superpotência eram apenas parte de um capítulo nos livros de História – tive que assistir a um debate entre economistas e, surpresa, tudo que lia nas páginas dos jornais passou a fazer sentido. Escrevi sobre o assunto e não escrevo aqui de novo, porque neste espaço, crises só de outros gêneros. Talvez mais humanas e complexas, talvez ainda menos inteligíveis. Afinal, eu sei que tão devastadores quanto os efeitos do sbprime podem ser os efeitos de uma paixão.

Paixão, aquela coisa também improvável e que muitas vezes não parece possível, mas que sempre acontece. Sempre deixa de acontecer. Sentimentos e emoções que misturam dor e alegria e que, em palavras, não se reconstroem em textos jornalísticos, mas na poesia apaixonada de versos e de prosa. Vivi e compreendi que não há que se fazer economia ou criar teorias para essas coisas complexas chamadas sentimentos. A paixão, improvável e nada impossível, será sempre, em qualquer época, para ser vivida.

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