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Mostrando postagens de Março, 2009

Qual era mesmo o título?

Rio de Janeiro, 27 de março de 2009. A data poderia ser apenas uma data se, ao escrevê-la eu não tivesse hesitado mais de uma vez. Primeiro foi o mês, hesitação rápida. Mais longa foi a incerteza quanto ao ano, que me fez quase que escrever 1900 e alguma coisa não definida porque antes dele relembrar já ter ultrapassado o ano 2000. Há quase uma década...

Será idade? Será cansaço? Talvez loucura... Outro dia não foi a data, mas os meus próprios passos que me confundiram. Havia saído no meio da tarde para comprar um lanche e, na volta, passei pelo portão da casa, o segurança o abriu para mim, mas continuei andando. Sabe-se lá para onde eu pretendia ir. Voltei.

No dia do Metrô sei exatamente o que queria: passar pela roleta e descer até a plataforma de embarque e desembarque. Encostei o cartão naquela máquina que debita o valor da passagem e avisa: “passe”. Sem olhar para me certificar se poderia mesmo passar, passei. Ou tentei passar... A roleta não destravou e quem primeiro percebeu is…

Outono

Dizem que começou o outono. Acredito, como acredito todos os anos, e espero, como espero todos os anos, pelas folhas caindo no chão. Não sinto e nem vejo, mas acredito. Mesmo com o vento ainda quente do verão, requento a crença esperançosa de uma nova estação. Mas olho para as árvores e não se soltam dos galhos as folhas. Não se voam de mim as lembranças de outras estações. O vento leva disfarces e desencobre meus galhos. Desnudos, eles expõem a saudade minha que volta na melancólica sexta-feira do outono que está chegando. Se chegar, quando chegar, pode ser que leve para longe minhas folhas amarelas. Acredito e espero porque, dizem, começou hoje uma outra estação.