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Naquele dia ela estava, tomando emprestada uma expressão da mãe, adivinhando chuva. Ou talvez estivesse querendo fazer chover lágrimas. Das pesadas nuvens de sentimentos abafados, choro. Chuva para lavar do coração aquele amor nublado. Caiu, no choro, a chuva de lágrimas. Como previsão ou vontade, chorou. Pelas ranhuras deixadas pelos passados passaram as lágrimas de antes. As lágrimas de agora escorreram pelos olhos na chuva que chorou no coração dela. Porque naquele dia ela adivinhou choro e deixou chover.

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