Pular para o conteúdo principal

Postagens

Mostrando postagens de Março, 2012

Mudança

E aí, de repente, tudo muda. O que era certeza, ou se transforma em dúvida ou se reconfigura. Ideias trocam de lugar e expectativas mudam de direção. Desistências desistem de desistir e insistem ao se apresentarem, de novo, viáveis. Sins se transformam em nãos. E vice-versa e no verso do que parecia óbvio, possibilidades esquecidas sorriem. Ora debochadas, ora triunfantes gritam: de repente tudo muda. E aí, mudou.

O cheiro do novo

Os olhos não enxergavam além e os ouvidos identificavam apenas o som destrutivo de pensamentos monótonos, mas cheirava o novo. Com os outros sentidos comprometidos pelos sentimentos, só havia o cheiro. O cheiro do novo que farejava como bicho. Talvez farejar fosse, para os bichos, uma forma de desejar, de delirar. Delirava, mas haveria o novo. Sentia o cheiro do novo.