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O cheiro do novo

Os olhos não enxergavam além e os ouvidos identificavam apenas o som destrutivo de pensamentos monótonos, mas cheirava o novo. Com os outros sentidos comprometidos pelos sentimentos, só havia o cheiro. O cheiro do novo que farejava como bicho. Talvez farejar fosse, para os bichos, uma forma de desejar, de delirar. Delirava, mas haveria o novo. Sentia o cheiro do novo.

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