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Mostrando postagens de Março, 2013

Quase real

Tudo não passou de sonho. Ou de pesadelo. Devo ter dormido demais. Despertei sonolenta, perdida no tempo e no espaço, no real e no ilusório. Achei que fossem reais as palavras e quase acreditei que tudo seria magicamente diferente. Mas os sonhos sempre terminam no quase. Felizmente os pesadelos também. Em sonho ou pesadelo, eu quase. Quase acredite, quase tentei, quase errei. De novo. Acordei e me descobrir atrasada para voltar à vida. Umas gotinhas de remédio e de realidade para levantar, para não me deixar afogar tentando atravessar correndo aquela rua que separou o sonho do pesadelo. Peço emprestada apenas a luz daquela tarde, linda, para encontrar o caminho para além do quase.

Espelho de letras

Surpresa. Tristeza. Riso. Lágrima. Esperança. Perda. Ganho. Desconcerto. Reconstrução. Desfacelamento. Sentimentos dúbios e contraditórios e complementares. Intensos. Assim é a emoção - emoções, no plural, talvez seja a palavra mais adequada - de se reencontrar no que se escreveu há 5, 10, 15 anos. Se mudei, e mudei muito, vou me transformar, de novo, agora, após este reencontro comigo mesma.

Esperança

Sempre gostei da palavra esperança. Havia, claro, a saudade, com toda aquela história de só existir em português, mas para mim, ela sempre teve o cinza da tristeza. A esperança não, era verde! Mesmo não sendo a minha cor favorita, sempre preferi o amarelo, tinha a alegria das boas novas. Talvez por isso, eu ficava encantada quando aparecia na parede um daqueles bichinhos chamados esperança. Me esticava, subia no sofá para poder olhá-los de perto. Um pouco por curiosidade e muito por vontade de ouvir qual novidade estava sendo antecipada por eles.

Nunca achei que estes bichinhos eram chamados de esperança por acaso! Um dia, já não mais criança, tive certeza disso. Não precisei me esticar para vê-lo de perto, não só porque eu já tinha me tornado gente grande, mas porque o local escolhido para o pouso foi a tela do computador. Não ouvi nada, mas li, justamente naquela tela a boa notícia. Tão boa notícia... Hoje a esperança veio de novo me visitar. Desta vez, nem parede, nem computador. A…
Hoje amanheci em um sábado distante. Um sábado de nuvens bem mais leves que as de hoje. Naquele sábado, uma ligação, um convite e, de repente, o sol surgiu. Na lembrança daquela tarde dourada, vivi de novo a emoção de um momento especial. Mas hoje choveu. Choraram as nuvens e eu chovi com vontade de atravessar correndo a rua daquela tarde. Naquela tarde de ilusão você disse para eu não correr, lembra? Agora você não diz mais nada e eu não consigo atravessar as lembranças que foram apenas minhas.