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Esperança

Sempre gostei da palavra esperança. Havia, claro, a saudade, com toda aquela história de só existir em português, mas para mim, ela sempre teve o cinza da tristeza. A esperança não, era verde! Mesmo não sendo a minha cor favorita, sempre preferi o amarelo, tinha a alegria das boas novas. Talvez por isso, eu ficava encantada quando aparecia na parede um daqueles bichinhos chamados esperança. Me esticava, subia no sofá para poder olhá-los de perto. Um pouco por curiosidade e muito por vontade de ouvir qual novidade estava sendo antecipada por eles.

Nunca achei que estes bichinhos eram chamados de esperança por acaso! Um dia, já não mais criança, tive certeza disso. Não precisei me esticar para vê-lo de perto, não só porque eu já tinha me tornado gente grande, mas porque o local escolhido para o pouso foi a tela do computador. Não ouvi nada, mas li, justamente naquela tela a boa notícia. Tão boa notícia... Hoje a esperança veio de novo me visitar. Desta vez, nem parede, nem computador. A vi passeando pela minha perna. O que andava cinza ficou verde. Estava com saudade de você, esperança.

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