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Caminho

Não e possível definir onde. Tampouco quando ou como. Demorei a perceber que havia deixado pelo caminho algo importante. Segui na ignorância da perda, prossegui acreditando que chegaria, mas me faltava o essencial para alcançar um destino que eu ainda desconhecia. Um destino que era meu, que poderia ser meu. Que destino era este? Sem resposta andei, segui, continuei. Mas havia perdido algo importante no caminho. Não percebi e andei mais, segui mais, continuei mais, mas era essencial o que havia sido perdido. Sem alcançar nada, sem chegar a um lugar que reconhecesse como meu, questionei: perdida? Ao fazer esta pergunta percebi que o importante, que o essencial, que o que tinha ficado perdido no caminho era eu mesma. Perdi a mim mesma no caminho. Minha essência havia ficado no caminho do destino que poderia ser meu. Era meu? O que poderia ser meu agora? O que seria de mim agora, perdida de mim mesma no meio de um caminho?

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