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Escrevinhar

Para escrever é preciso ler. Esta afirmação me foi feita inúmeras vezes na faculdade e outras tantas depois que me formei. Algumas vezes eu mesma a repeti. Com convicção porque tinha e tenho ainda hoje esta certeza. Ler por prazer, ler para buscar inspiração para a vida, mas ler, também, para tentar escrever. Nos últimos dez anos, em alguns momentos eu escrevi muito, em outros, pouco ou nada.

Mesmo lendo muito, às vezes mais de dez livros em um único mês, passei meses inteiros e seguidos sem produzir uma única linha. Claro que havia sempre as matérias, mas isso era trabalho. Mas algo meu e para mim – por mais que me fizesse bem me saber lida por outras pessoas, sempre escrevi para mim mesma – cheguei a pensar que não escreveria mais. Nenhum flerte com a literatura, nenhuma paquera com a ficção, nenhum olhar para a crônica.

A vontade latente era, na verdade, necessidade, mas faltavam ideias. Faltava a primeira palavra, a primeira frase, o primeiro novo texto. E eu lia, e lia, e lia, sem me dar conta que para escrever é preciso ler, mas não só ler. É preciso viver com todos os sentidos e sentir com toda a vida. E por falar em vida... Foi depois de uma boa surpresa que ela me ofereceu que eu vivi uma nova história e me senti, uma vez mais, capaz de escrevinhar novas histórias.

Aqui estou!

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