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Datas sem data são as que mais importam

Hoje é dia dos namorados, mas não me importo com estas datas. Tivesse que me importar me importaria com as que me parecem mais importantes, como o dia das mães, dia da pessoa que mais tenho medo de perder na vida; ou dia dos pais, dia da pessoa que perdi que mais faz falta na minha vida.

Realmente não me importo. Não com as pessoas, me importo com estas e com tantas outras, mas com as datas. Não me importo, portanto, de ser dia dos namorados e eu estar sem namorado. O que não é exatamente uma novidade. Tampouco um problema.

Estar com namorado sempre foi a exceção. Mas claro que uma escolha é sempre uma desescolha. Às vezes muitas desescolhas... Em alguns dos muitos momentos sem namorado, tive sim vontade e desejo de que este sem fosse com. Mas se um destes momentos foi em um dia dos namorados, sinceramente, não lembro.

Talvez porque, mesmo que pareça e seja contraditório, não ligo, mas gosto da data. Adoro as demonstrações de amor e de afeto. Gosto da explicitação dos desejos. Mas... Peraí! Para amar é preciso namorar? Para demonstrar afeto e declarar desejo é preciso esperar uma data, seja ela qual for, tenha ela o nome que tiver?

Definitivamente, não! Mas algumas vezes acontece, de surpresa, justamente em uma destas datas. Hoje, por acaso dia dos namorados, alguém me enviou uma mensagem. Uma frase, curta e direta, maravilhosa de se receber.

“Dez anos e eu lembro a noite que passei com você”. Não sei qual era a data desta noite, mas também lembro e, além da lembrança e do sorriso que ela trás, fico com a certeza de que são estas datas sem datas (mesmo que elas tenham uma data) que realmente importam.

Feliz dia dos namorados! Porque o dia dos namorados é hoje e é no hoje que temos que demonstrar afeto e realizar desejos. Depois... Depois é lembrar!o sei qual era a data desta noite, mas também lembro e, além da lembrança e do sorriso que ela trás, fico com a certeza de que são estas datas sem datas, mesmo que elas tenham uma data, que realmente importam.

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