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Diálogo inexistente de carnaval

- Ninguém me ama, ninguém me quer. Ninguém me chama de Baudelaire.
- Esta é a sua fantasia?
- Oi?
- A declaração. É sua fantasia?
- É minha realidade.
- Não combina.
- Minha fantasia?
- Sua realidade.
- Também acho.
- Eu quero.
- O que?
- Você.
- Mas é carnaval, não realidade.
- Então. Eu quero.
- Eu não quero fantasia, quero realidade.
- Eu quero fantasiar a realidade.
- E depois?
- Depois... A realidade é que depois sempre tem carnaval de novo ano que vem.

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