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Escrever, escrever, escrever

Li há algumas semanas, em uma matéria de um site que já não lembro qual, que “não existe livro de autoajuda melhor que uma página em branco”. Desde então tenho, intermitentemente, lembrado disso.

Tenho pensado em como, em meio às turbulências e às calmarias que me atingem, nos atingem todos, de surpresa ou não, sinto necessidade de escrever. Mas não escrevo. Ou não escrevo mais, há alguns anos.

Anos em que as turbulências aconteceram e as calmarias também. Anos em que a necessidade existe e a vontade também. Persiste. Mas não escrevo. Há alguns anos não escrevo. Mas leio. Muitas vezes em busca de estimula em inspiração, eu lei. Muito!

Leio ótimos livros, começo – e algumas vezes abandono logo em seguida – outros que não gosto, me entretenho com alguns que são apenas bons e diante de alguns que considero medianos penso: eu certamente poderia fazer algo assim.

Eu poderia até fazer melhor. Eu até penso. Eu acho. Eu sei. Os meus dois leitores mais fiéis – eu tive outros leitores quando escrevia mais, mas foram estes que persistiram mesmo diante desta página desatualizada – talvez também pensem, achem e saibam.

Mais até do que eu eles cobram textos, falam em um livro e chegam a fazer contas de quando eu poderia ter produzido nestes alguns anos em que eu não escrevo. Há alguns anos eu sei que posso, mas eu não escrevo mais.

Por quê? É pergunta sem resposta. Talvez seja caso somente de começar. Recomeçar. Quando era bem jovem, me lembro de dizer para meu irmão que queria escrever um livro. A resposta dele: senta e começa.

Vou começar. Recomeçar. É preciso!

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