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Mostrando postagens de Setembro, 2015

Saudade do que não vivemos

Hoje estive no nosso bar. Escrevo nosso bar porque só estive lá com você. Estive lá com você só duas vezes, mas mesmo que fosse apenas uma, mesmo que estivesse estado lá outras vezes sem, mesmo que estivesse estado lá outras vezes com outras pessoas, fossem quais fossem as pessoas, ainda assim sentiria aquele como sendo o nosso bar. Talvez porque, de verdade, nunca tenha havido, nunca tenha tido chance de haver algo que fosse realmente nosso.

Eu e você não chegamos a ser nós. O nosso talvez tenha tido chance (ou apenas vontade, apenas a minha vontade) de surgir naquele bar, onde nos reencontramos depois de tanto tempo e nos desencontramos, de forma inversa, pouquíssimo tempo depois. Talvez o nós tenha ficado perdido na prateleira da livraria que fica na esquina do nosso bar.

Hoje na livraria também. Mas desta vez, ao contrário da outra (não sei se a outra foi a primeira ou última vez que estive lá, mas será a única que vou sempre me lembrar), eu não estava fazendo hora para encontrar…