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Mostrando postagens de Abril, 2016

Para escrever é preciso ler

Tive um professor, um dos melhores professores que eu tive, que dizia que para escrever é preciso, primeiro, ler. Ler livro, ler jornal, ler até mesmo bula de remédio. Eu leio, leio muito. Leio livros, dos clássicos às novidades, fugindo apenas dos títulos de autoajuda e dos best-sellers mais populares. Leio prosa e poesia. Leio notícias e crônicas. Leio jornais e blogs. Leio até mesmo bulas de remédios, para desespero dos meus médicos, que recebem ligações minhas dizendo que não vou tomar este ou aquele remédio receitado por eles porque a bula diz que pode causar isto ou aquilo.

Leio desde pequena. Aliás, acho que comecei a ler antes mesmo de aprender a ler, com os livros que minha mãe lia para mim. Na escola, podia faltar a mochila da moda ou o estojo com 574 funções, mas não faltava nenhum livro pedido ou somente recomendado pelos professores. Conforme o tempo passou, alguns livros especiais caíram em minhas mãos, eu comecei a gostar de escrever e a acreditar que poderia escrever b…

Saudades, assim mesmo no plural

Hoje acordei com saudades. Assim mesmo, no plural, da forma que alguns linguísticas não consideram correta, mas na forma que eu acordei.

São minhas, são múltiplas e são variadas as saudades que sinto hoje.

Saudade dos amigos que moram perto, mas vejo pouco. Saudade dos amigos que moram longe e vejo menos ainda. Saudade, já saudade antecipada, de quem estava comigo ontem. Saudade de quem foi para logo voltar, de que foi para não mais voltar, de quem está para chegar.

Saudade de pessoas, saudade de momentos. Saudade de momentos breves e quase insignificantes. Saudade de momentos mais do que importantes. Saudade do que vivi, do que não vivi, do que ainda vou viver. Vou?

Saudade e mais saudade. Saudades, no plural, que estão comigo hoje.