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Mostrando postagens de Setembro, 2016

Tempo sem cor

Ora brancos, ora cinzas, os dias seguiam monotonamente nublados. Repetiam-se, acumulavam-se, sucediam-se e misturavam-se dando a impressão de que o tempo simplesmente havia parado. Estáticos e apáticos. Suspensos. Os dias, o tempo, os sentimentos. As nuvens. Dos dias e dos sentimentos, nuvens que não desaguavam, que não dissipavam. Nuvens de um tempo sem cor.

Eu. Escritora?

Um dia foi um escorregão e uma queda. Levantei, corri, peguei meu ônibus, fiz piada e continuei. Continuei pouco porque outro dia, não muito depois, uma torção no tornozelo. Não caí, portanto, não precisei levantar, mas mal consegui ficar de pé e andar não era exatamente o mais fácil de fazer. Aí, não teve jeito, tive que parar. Eu, com pés que pareciam ser cada um de uma pessoa difernte, entediada, irritada, ansiosa... Parada. Nem trabalho para fazer passarem rápido os dias, nem vinho para relaxar, nem bicicleta para pedalar e extravasar, nem chocolate para consolar.

Tédio, péssimo humor e uma desconfiança: seria ou deveria ser esta uma parada estratégica. Parar para se movimentar? Ócio criativo? Mas cadê criatividade? Se um pé, o que parecia da pessoa que não era eu, não tinha formas definidas, as ideias combinavam com ele. Mas alguém sugeriu: “aproveita e escreve seus textos”. Meus textos... Meus textos? Foi bom receber a mensagem, foi boa a sugestão e foi melhor ainda ler “meus te…