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Páginas

Um tempo em que nos cadernos fórmulas, regras e normas dividiam as páginas ou emprestavam suas margens para flores, estrelas, ondas, traços e... Nomes. Às vezes, muitas vezes ao longo de meses, o mesmo nome repetido. Escrito e reescrito. Acompanhado de fantasias, vontades, desejos e, quase sempre, de um mesmo símbolo desenhado com esferográfica azul, lápis preto ou hidrocor vermelha. Nomes e corações nas páginas de cadernos de um tempo que agora já passou.

O tempo de agora é o tempo das cadernetas de anotações. A ideia era – por insistência, continua sendo – usá-las para registrar ideias que poderiam – por esperança, ainda podem – se transformar em textos. Escrever é a ideia insistente e esperançosa, mesmo que haja mais páginas em branco do que escritas no tempo de agora. Mas descobri que há em uma página na caderneta de agora um nome e um coração. Desejos e vontades que também existem nas páginas do tempo de agora.

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