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¡Gracias, Colômbia!

Por causa dos livros de Gabriel García Márquez, sempre tive interesse, curiosidade e vontade de conhecer a Colômbia. “Colômbia!? Por que Colômbia?”, me perguntavam. “Por que não?”, pensava eu. Mas havia um não, alguns nãos. Havia o perigo real da violência dos cartéis e da guerrilha. Interesse e curiosidade mantidos, vontade guardada.

Ficou guardada até o ano passado, quando desembarquei em Bogotá. Conheci a capital, segui para Cartagena e acumulei, em dez dias, impressões, experiências, sensações e sentimentos que talvez ainda hoje eu não saiba explicar bem como e por que mexera comigo. Mexeram muito comigo!

Mas se há coisas, muitas coisas, desta viagem que razão e coração ainda não compreendem, há algo que desde o início percebi, entendi e admirei: a educação, a cordialidade, a solicitude, a gentileza, a honestidade e a simpatia do povo colombiano. Tanto na andina Bogotá quanto na caribenha Cartagena, foi isso que encontrei.

Foi uma viagem, por tudo que vivi e senti, compreendendo inteiramente ou não, especial. Voltei com um carinho enorme e especial pela Colômbia e pelos colombianos, queridos colombianos! Voltei com a vontade de retornar. Com a certeza de retornar. Com uma lista de outras cidades para conhecer, Medellín entre elas.

Esta semana, fiquei arrasada com a notícia da queda do avião que levava a Chapecoense. Pelo acidente, por ser um time de futebol, por ser um time em ascensão, por envolver também jornalistas... Mas o fato de o avião ter caído na Colômbia também mexeu comigo. Por que? Também isso eu não compreendi bem.

Vi, então, o empenho e o respeito das equipes de busca e resgate. Surgiram comentários sobre moradores que estavam levando café e apoio para jornalistas. O Club Atlético Nacional se manifestou, seus torcedores se manifestaram. Ainda havia tristeza, mas havia, também, um sentimento bom. Um sentimento que, como parece ser tudo que a Colômbia me traz, eu não compreendia inteiramente.

Um sentimento que explodiu ontem á noite, na cerimônia realizada no Atanásio Girardot. Tal qual a viagem que fiz à Colômbia, a cerimônia me trouxe sensações e sentimentos que eu não sei explicar com a força e a dimensão que senti. Tampouco com a força e a dimensão do que aconteceu dentro e fora daquele estádio.

O carinho pela Colômbia e pelos colombianos hoje é amor. É gratidão. E é por tudo isso que repito o que escrevi várias vezes nas redes sociais: gracias, Colômbia!

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