Pular para o conteúdo principal

Postagens

Mostrando postagens de Março, 2017

Ideias que vêm

Às vezes é uma palavra. Outras uma lembrança. Há ainda as ideias. Nem sempre são boas. Acontecem até de, ao contrário, serem um tanto estapafúrdias. Mas há sempre algo que vem á mente. Muitas vezes, como vem, vai, sem atenção, sem registro. Anotar talvez seja fazer deste algo, algo mais. Outra palavra, uma frase e – por que não? – um texto. Escrever é também um exercício de observação, inclusive dos próprios pensamentos que vem e... Espera um pouco, deixa que eu guardar você antes de ir. Foi. Mas da anotação surgiu um parágrafo.

Sobre vontades

Aquela fome que surge devagar, aumenta, continua e de repente, como se o tempo tivesse dado um pulo, você percebe que simplesmente passou. Sabe como é? Eu não sei, não em relação à fome. Talvez trocando a fome pelo sono. Talvez... Não sei, mas sei e reconheço esta lógica meio sem lógica em relação às vontades. 
Você quer muito, tenta, insiste, insiste mais, às vezes perde até um pouco a medida e a noção, mas não consegue e a vida segue. Até que, como se o tempo tivesse dado o tal pulo, um dia percebe que passou. Mais que isso, um dia não se reconhece mais naquela vontade. Eu? Eu quis mesmo isso? Tanto assim?
Foi esta a sensação hoje. Uma fase, uma foto e este estranhamento de ter querido o que agora parece tão... Tão... Vá lá, pode parecer algo como recalque, mas é que o objeto do desejo de antes parece tão pouco interessante agora. Não porque mudou ele, o objeto – muito embora, não sendo ele literalmente um objeto, possa ter mudado também.
Pode ser que também não tenha mudado o que …

Estranho hoje

Talvez estranho não seja o melhor adjetivo para um dia. Talvez seja. O que é estranho? É estranho, para mim, não sentir fome. É estranho para quem não gosta do dia acordar cedo. É estranho escrever sem saber o que. É estranho este dia de hoje.

Estranho, segundo o dicionário, é, entre outras coisas, o desconhecido, o que não se conhece, o que apresenta mistério, o que tende a ser enigmático. Enigma talvez não seja a melhor definição para um sentimento. Ou seria uma sensação?

Seja o que ou como for, é enigmática a forma como estou me sentindo hoje. Não conheço, ou não reconheço, a sensação deste dia para o qual não há adjetivo além de estranho. Melhor? Pior? Bom ou ruim? Na estranheza do dia esta resposta também é um mistério.

A ver. E a sentir.

Eu de mim

Em que lugar do caminho? Em qual dificuldade? Prevista ou prevista? Em ano, mês, semana? Dia? Talvez um dia desanimado. Um dia nublado e triste? Talvez não. Talvez um dia luminoso. Alegre. Alegre? Talvez... Talvez nenhuma dificuldade. Talvez um momento leve e, justamente por ser leve e alegre, não percebi. Me perdi. Em algum lugar ou instante eu estava e deixei de estar. Aqui, lá, em algum lugar, eu me perdi de mim.

O batom, a meditação e a escrita

Meditação e batom. O que uma coisa tem a ver com a outra? Talvez o que as relacione seja algo próximo de uma decisão de ano novo. Certamente não tão próximo, porque nunca tomei as tais decisões de ano novo, quase sempre fadadas ao fracasso. Aliás, decisões... Tenho dificuldade de tomá-las. Ou não... Talvez seja só dificuldade de chamar de decisão o que decido fazer. E foi assim, decidindo fazer alguma coisa que, quando o ano já tinha até começado, decidi fazer duas coisas: tentar aprender sozinha a meditar e usar batom todos os dias. Eis a relação. Eis o que ainda estou fazendo hoje, quase três meses depois. Não é que foi mesmo uma decisão?

O batom. São segundos. Não sei quantos, mas não passam de 60 e, não passando, não chegam a um minuto e são, portanto, realmente segundos. Mesmo em um início de dia cronometrado, todos os meus inícios de dias são cronometrados, segundos são só segundos. Não podem ser a desculpa para o atraso. Mas eram desculpas para o não atraso. Eu não usava batom …