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Cheiro de jasmim

Há dias que trazem e deixam desânimo. Desânimos, melhor usar o plural, por coisas pequenas e outras nem tanto, outras nem um pouco pequenas. Bobagens e seriedades juntadas por um dia em que, ao fim, traz a vontade de parar, sentar no chão, no chão da rua que seja, e se deixar chorar.

Mas é preciso seguir. Com os olhos marejados, com a garganta apertada que seja, e é, é preciso seguir. E você segue. Pela noite e sob a chuva, você segue, simplesmente segue. Passos pouco firmes pelas calçadas molhadas, pensamentos escorregadios embaixo do guarda-chuva.

Você segue e atravessa uma rua e outra e... Mas ao colocar o pé em uma calçada molhada após atravessa uma rua, mais uma, você sente. Em uma esquina que pode ser, e é, uma esquina qualquer, você sente, trazido pelo vento e pela noite, um cheiro de jasmim. Cheiro de jasmim!

Em um dia que deixou desânimos, você segue de volta para casa, mas ao passar por uma esquina, sente um cheiro de jasmim e sorri. Você sorri.

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