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Para minha professora

Escrever sempre foi, para mim, um desejo. Às vezes também exercício, outras sonho, possível ou impossível. Na infância, “livros” escritos na velha máquina de escrever. Na adolescência, a decisão de estudar jornalismo. Ao longo da vida profissional, a criação e manutenção, um tanto intermitente, de um blog. Blog que fez de mim “escritora” – ainda tenho dificuldade de escrever escritora sem aspas para me definir – e que me trouxe leitores. Pensando bem, é estranho escrever leitores sem aspas também... Mas pessoas liam o que eu escreviam até mesmo do outro lado do Atlântico.

Da velha máquina de escrever ao velho continente, foram diferentes as influências e os estímulos. A família que valorizava o exercício da criatividade, o namorado que queria ser e se tornou escritor, a faculdade de jornalismo que mostrou que, afinal, escrever matérias era diferente daquele escrever que eu ansiava... Mas talvez o mais determinante tenha sido a professora que, na sétima série, fez de mim leitora e escritora. Sem aspas? Eu escrevi sem aspas? Escrevi e escrevi porque Ana Tereza me mostrou que ler e escrever poderia ser prazer, trabalho, realização.

Hoje um amigo desta época de escola me falou dela. Foi uma viagem. Não no tempo, mas em mim. Me emocionei e comentei com ele, que me sugeriu adicioná-la em uma rede social. Assim o fiz, mas fiz mais. Escrevi contando isso e, principalmente, lhe agradecendo por tudo isso. E agora, lhe agradeço pelo que ainda virá, porque sinto que ainda há muito mais possível de vir. Talvez que tenha que vir de mim, escritora, sem aspas, formada nas aulas de redação da sétima série.

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