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Felicidade de domingo

A luz era suave. Entrava de mansinho pelas frestas da janela e trazia para dentro do quarto o brilho de um domingo que avançava preguiço e certamente estava ensolarado. Preguiçoso estava também o cachorro, deitado a meu lado apoiava a cabeça em minha barriga e dormia sereno. Sorri ao vê-lo e sorri, também, ao perceber que sobre minha perna a cabeça que repousava era a da gata. Também dormindo, também serena. Suaves os dois. Os três. Você também dormia e o seu corpo em contato com o meu tinha o calor do sol de outono que iluminava o dia lá fora. Aqui dentro, olhei e senti, mais senti do que olhei e entendi que, naquele quarto, naquele domingo, o que se desenhava sob meus olhos era uma linda definição de felicidade. 

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