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Cadernetas

Nunca consegui dar continuidade a um diário bem agendas nunca funcionaram comigo. Mas tenho sempre uma caderneta que levo na bolsa.

Nela anoto números de contas de banco, datas de consultas médicas, dicas de restaurantes em outros países, telefones de gente que... Quem é mesmo esta pessoa?

Anoto também palavras e frases soltas, ideias para textos e até textos inteiros. Há compromisso e reflexão, oração e desabafo, histórias que vivo e que invento.

Mas há, também, um limite de páginas e quando elas chegam ao fim percorro todas as que ficaram para trás para saber o que deve seguir comigo na próxima caderneta.

Embarco, então, em uma viagem, sem roteiro programação ou datas, pelas histórias minhas dos últimos meses, anos até.

Me leio e me releio, me vejo e me revejo. Me reconheço, me desconheço, me surpreendo. E fico, sempre, com vontade de me inventar de novo. Mais.

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