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Mostrando postagens de Outubro, 2017

É preciso

É preciso. Pode não ser fácil, não é. Mas é realmente preciso. Vai! Inspira. Levanta. mantém. É preciso lavar as lágrimas e secar o rosto. Você precisa porque é preciso. É preciso comer, trabalhar, dar atenção ao cachorro, pagar as contas, pedalar... É preciso sorrir, nem que seja para fingir que acredita que logo tudo estará bem. É preciso ir e deixar o logo vir. Seguir. É preciso! Vai, segue! Você precisa!

O tempo de medir o tempo

Como se mede o tempo? Por segundos, minutos, horas? Por anos? Talvez. Eu meço o tempo por acontecimentos. Pela intensidade e pela importância deles. Aí, pode ser um ano em um único dia. Meses em apenas uma semana. Um minuto que não passa em 24 horas.

A última semana, por exemplo, valeu por pelo menos um ano. Mas não um ano qualquer! Um ano daqueles agitados, sinuosos. Um ano que, ele mesmo vale por muitos de altos e baixos, ressacas e calmarias, encontros e desencontros.

Encontros e desencontros resumem os sete últimos dias. Uma semana e o que ela deixou? Esta semana-ano deixou alguma coisa para depois deste réveillon melancólico que acontece hoje em outubro?

Não sei. Não sei se o que fica é uma folha em branco entregue a ele, o tempo. Será que fica o novo e o desconhecido, mesmo que dentro do já vivido? Não sei. E por não saber sequer o que ansiar, receio continuar.

Como na água fria, talvez seja melhor me jogar na folha branca. Me deixar levar pelo branco do tempo. Hoje, desconfio, …

Não posso mais dizer olá

Se eu pudesse...
Recomeçava com um novo primeiro e despretensioso “olá”.
Olá!
Se eu pudesse, daria um abraço do mesmo jeito do primeiro abraço que dei em você, mas faria tanta coisa diferente...
Se eu pudesse, para começar, eliminaria aquela ruim. Pelo que foi, pelo tanto que me desequilibrou e pelo afastamento que nos impôs.
Nunca mais nos reaproximamos de verdade.
Olá!
Se eu pudesse, tomaria cuidado para não deixar transbordar o excesso e o exagero que tantas vezes transbordaram de mim.
Se eu pudesse...
Faria de tudo para que tudo tivesse bem agora
Se eu pudesse...
Olá?

Seguir

Queria que a gente pudesse se re-conhecer, re-encontrar, re-encantar... Re-viver tudo de um jeito novo e viver o novo de um jeito que não é voltar, mas seguir. Seguir com o tempo e com tudo que ele e a distância trouxeram. Queria seguir com você. Segurar sua mão e ir até onde a gente quisesse e conseguisse ir, da forma que a gente descobrisse ser possível ir.

Mareado

Há dias em que dá uma mareada. A gente não sabe bem se é balanço da vida ou marasmo dela. Agitação ou calmaria em excesso? Dá uma aflição e, ao mesmo tempo, uma lentidão. Desânimo e ansiedade boiando nas horas, nos dias em que dá uma mareada.

Dias, que não têm sido poucos, em que se fica como que à deriva. Sem vento, sem rumo. Sem um depois à vista e com um antes tão distante que a vista já não consegue alcançar. As mãos não tocam nem metaforicamente e o coração, ah, o teimoso do coração, é o único que ainda parece ver. Ou imagina ainda ver. Ou desejaria ainda ver.

Mas agora, tudo é calmaria, o mar é calmaria ruim. Pasmaceira e, ao mesmo tempo, agitação. Agitação e, ao mesmo tempo, imobilidade. Incompatibilidade entre o dentro e o fora, entre o desejo e o mar que agora é calmaria que mareia.

Há dias em que a gente dá uma mareada. Mar. Maré. Ela também parece não saber para onde levar. Há dias em que se fica à deriva em uma calmaria que é só agitação. Não pare de sentir! Não pare de re…