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Mostrando postagens de Dezembro, 2017

Inventário de um ano indefinível

Um amor que acabou antes de começar.
Um encontro e um desencontro. Juntos.
Outros, muitos, separados.
Inícios e fins. Vários.
Recomeços.
Uma viagem. Sozinha!
Uma tatuagem. Mais uma
Muitos dias, algumas semanas com visitas a um hospital na rotina.
Com a rotina de um hospital na rotina.
A morte lá, ela que há anos tanto me apavorava, observando, à espreita.
A morte deixada lá, no terror do passado e na rotina do hospital que passou.
Passou, muito passou por este ano, inclusive passos.
Um passo necessário há muito adiado.
Uma atitude desejada há muito adiada.
Uma assinatura nova.
Muitas centenas de matérias.
Algumas dezenas de textos meus.
Um blog renascido.
Um carro a menos.
Uma tireoide voltando a funcionar. Na marra. Ou no hormônio.
Uns e outros crushes.
Doses de força e coragem.
De insegurança também.
Uns músculos, discretos, a mais.
Uns quilos a menos.
Medidas e formas diferentes.
Um ano para começar a cozinhar, continuar a plantar e para cuidar. De mim
Um ano de arrumar o armário, …

28 de dezembro

Para você, desejo os bichos. E também as flores. As plantas e também as esculturas. A arte e também a diversão. O movimento. Do corpo e da vida. A alegria doce de uma manhã leve de domingo. Ah... Suspiros. Alegria, alegria... Mais! Amor, paz... Felicidade. Para você, felicidade!

Se 2017 fosse um copo

Dois mil e dezessete foi um copo meio cheio ou meio vazio? Há umas semanas estava pensando que, ao chegar ao fim do ano é muito mais comum destacarmos as dificuldades, o negativo, do que o positivo. A verdade é que mais reclamamos do que agradecemos e, não sei se é impressão, mas isso parece mais visível ao fim do ano.

Às vezes não é uma reclamação tão explícita. Pode ser só um querer que o ano acabe logo. Mas há um foco maior na metade vazia do que na metade cheia do copo. Ora, com a exceção de um ano trágico ou excepcionalmente bom – me refiro a acontecimentos extraordinários que, para o bem o para o mal, ofuscam todo o restante –, acredito que os anos, assim como os dias, as semanas, a vida, serão quase sempre copos pela metade.

Há o bom e há o ruim. Há o que dá certo e há o que dá errado. Há a vitória e há a derrota. E há a forma como olhamos para isso tudo. Os grifos são sempre nossos. Assim como o foco. Somos os iluminadores dos acontecimentos e colocamos sob a luz principal o q…

Para um ano novo... Um réveillon como você queira

Dezembro. Não importa como tenha sido seu ano, tampouco como você esteja neste mês que é, tem que ser, de celebração. Confraternização no trabalho, amigo oculto com os amigos, encontros com quem você talvez nem tenha falado nos últimos meses, momentos com a família, esquecendo, ou fingindo que não existem as diferenças que existem, sempre existem.

Você pode esquecer de comprar o presente de alguém, mas não pode ficar à margem da euforia  e da “alegria”, assim mesmo entre aspas, de dezembro. Exceção talvez para o Natal. Saudade de quem está longe ou não está mais neste mundo, uma tristeza moderada por estar longe da família ou não ter uma...

Há concessões para um Natal menos eufórico. Mas são concessões passageiras porque logo será réveillon e aí... Réveillon não tem desculpa! Não tomar parte na euforia coletiva é caso de ligar para o CVV, procurar um médico para que ele receite um tarja preta e agendar uma hora com um terapeuta (talvez seja caso mesmo de um psiquiatra) para o início d…

Eu pessoa

Já seria diferente ser eu uma pessoa que ainda manda cartas. Mas sou eu uma pessoa que, além de mandar cartas, coloca dentro delas folhas de trevos que eu mesma, esta pessoa não comum, cultivo. Cultivo trevo, cultivo hábitos, envio afeto. Sou eu, uma pessoa que, como todas as pessoas o são, às suas maneiras e com seus hábitos, única. Eu pessoa.

Passa

O tempo passa.
Sempre.
Para todos.
Em alguns, deixa marcas mais visíveis;
em outros, mais discretas.
Às vezes, quase imperceptíveis.
Mas deixa.
O tempo sempre deixa marcas.
E passa.
Para todos, o tempo.
Tempo.
Tempo.
Passa.